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Diario do Sul
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Recado deixado no Alentejo

Governo diz que chegou a hora de apostar nos investimentos “geradores de riqueza”

Roberto Dores

23 Setembro 2015 | Fonte: Diário do Sul

O alerta foi dado pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida na visita ao Alentejo: É preciso “mudar o foco” ao nível dos investimentos públicos. Isto é, depois dos equipamentos que concentraram o grosso da coluna dos fundos comunitários, é agora a vez de canalizar atenções para o património natural e cultural.
Os investimentos na Igreja de São Francisco (Évora) e Forte da Graça (Elvas) foram dois exemplos citados pelo governante, do que devem ser investimentos que podem gerar riqueza numa região. “No caso do Portugal 2020, nós temos dotação financeira para património natural e cultural, que traz riqueza, porque podem atrair turismo, beneficiando os circuitos turísticos. Acreditamos que são estes os bons investimentos”, sublinhou Castro Almeida, ressalvando, contudo, que esta lógica não significa que o Governo vá deixar de apoiar outras obras em sede do novo quadro comunitário.
“A prioridade, durante muito tempo, esteve centrada nas infraestruturas e equipamentos, como estradas, redes de água, portos ou hospitais, que foram o centro do uso dos fundos europeus”, recordou, sublinhando que o país havia de deixar para segundo plano a questão da “saúde financeira” das famílias. “Hoje há falta de dinheiro nos bolsos dos portugueses, que agora já não pedem equipamentos públicos, mas antes emprego e salários”, sustentou, justificando, assim, a aposta, sobretudo, na dinamização da atividade produtiva e competitividade das empresas.
Porém, o secretário de Estado insistiu ainda que este novo foco não será exclusivo, recusando que o país tenha mergulhado na bipolaridade de afastar agora tudo o que são equipamentos e obras públicas. “Não pode ser essa a solução. Só que há uma graduação que valoriza mais as empresas privadas e investimentos privados e que valoriza menos o investimento público”, justificou, afirmando, aliás, que um eventual abandono do investimento público “seria um erro grave”.
Daí que seja relevante assentar nos seguintes princípios, na opinião de Manuel Castro Almeida: “O investimento não é todo bom. Há investimento que gera riqueza e há investimento que só gera despesa”, asseverou, para sustentar que “o investimento que gera riqueza tem que ser valorizado”.
Entretanto, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional já revelou que as primeiras verbas dos fundos estruturais vão chegar às empresas em setembro e acredita que o “banco de fomento” está prestes a resolver os últimos entraves burocráticos para abrir - quase um ano depois do previsto.
Regras nas praxes em Beja
As praxes académicas no Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) estão previstas de até 2 de outubro, tendo a presidência publicado um despacho que define as regras. No documento pode ler-se que os atos de praxe devem contribuir para a “integração na vida académica e sociocultural da região” não podendo ser a eles sujeitos estudantes “contra a sua vontade”. O IPBeja deixa claro que a praxe não pode ter “natureza vexatória ou de ofensa à integridade física e moral do estudante ou perturbar a sua frequência e permanência nas aulas”. No interior de edifícios pedagógicos, na biblioteca, nas cantinas, bares e residências de estudantes é “expressamente proibido” fazer praxes. Fora das instalações do IPBeja, apenas são considerados atos integrados nas praxes as atividades incluídas no “Peddy paper”, “Dia Solidário”, “Procissão das velas e “Desfile académico”. A violação das regras é punida.

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