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Diario do Sul
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Cante alentejano

Património da Humanidade tornou-se mais-valia para o Alentejo

Fonte: LUSA

27 Novembro 2015

O cante alentejano tornou-se uma mais-valia para o desenvolvimento do Alentejo com a classificação como Património da Humanidade, há um ano, que trouxe reconhecimento mundial e aumentou a responsabilidade na salvaguarda do bem, segundo responsáveis da candidatura.

A classificação, atribuída pela UNESCO a 27 de novembro de 2014, “trouxe, antes de mais, um reconhecimento do cante à escala global e aumentou, de forma exponencial, a autoestima dos alentejanos por uma região, uma cultura e uma identidade”, disse à agência Lusa o coordenador da candidatura, o antropólogo Paulo Lima.

Atualmente, frisou, os alentejanos “olham para o cante alentejano”, um canto coletivo sem recurso a instrumentos, “com uma dignidade enorme, o que é visível na adesão dos jovens àquela prática musical” e na criação de novos grupos corais.

A distinção, atribuída graças a uma candidatura apresentada pela Câmara de Serpa e pela Entidade Regional de Turismo, continuou, também trouxe “um acréscimo de responsabilidade do Alentejo e de outros territórios onde há cante alentejano na salvaguarda do bem e abriu uma nova perspetiva do cante como fator económico”.

“O cante alentejano transformou-se num produto turístico e numa mais-valia, que contribui para o reconhecimento e o desenvolvimento do Alentejo do ponto de vista do turismo”, explicou.

Em declarações à Lusa, o presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, considerou que a classificação “trouxe um reconhecimento, uma relevância e um destaque que o cante alentejano não tinha”.

O cante, “como forma cultural e de identidade do povo alentejano, também se tornou uma mais-valia” para a região em termos turísticos, disse Ceia da Silva, frisando que “a questão da identidade é decisiva na afirmação do destino turístico Alentejo”.

“As tendências do turismo para os próximos anos levam a considerar que a nova geração de turistas vai procurar destinos fortemente identitários e distintivos e, obviamente, a classificação do cante trouxe para o Alentejo um peso muito forte a nível identitário”, explicou Ceia da Silva.

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