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Jornalista do DS convicta

O papel não morre e convive com as plataformas online

Autor :Bruno Calado Silva

Fonte: Redação DS

06 Junho 2018 | Publicado : 15:15 (06/06/2018) | Actualizado: 15:57 (07/06/2018)

Indefetível defensora da imprensa escrita, não acredita na morte anunciada dos jornais em papel. Assegura que, como ela, ainda existem gerações de leitores que gostam de folhear e sentir o 'perfume' característico de uma publicação impressa. Maria Antónia Zacarias, jornalista do Diário do Sul (DS), leva já quase duas décadas de experiência na informação regional quer em publicações do Alentejo, quer como correspondente local de jornais nacionais como o Expresso, o JN e o Público.


Ao abrigo do projeto Descobrir o Jornalismo, realizado em parceria entre o DS e a Fundação Alentejo (FA), a jornalista foi convidada a falar da sua experiência profissional a uma turma de alunos do 1º ano do curso Técnico de Multimédia. Maria Antónia Zacarias focou a sua apresentação na importância dos órgãos de comunicação social (OCS) regionais e locais e do jornalismo de proximidade como forma de “marcar a diferença” relativamente aos nacionais “cuja preocupação são os temas 'quentes' e sensacionalistas”.


A jornalista do DS apelou aos formandos da EPRAL para que se “interessem mais pelo que realmente se passa na sua região” e pelos temas e acontecimentos que os rodeiam, ao invés de se concentrarem apenas nas notícias, muitas vezes falsas notícias, que circulam nas redes sociais. “É de todo necessário e benéfico para a vossa formação como cidadãos que tenham pleno conhecimento do que realmente acontece perto de vocês e de que forma determinados eventos ou decisões políticas influenciam a vossa vida”, reiterou Maria antónia Zacarias. “Até porque eu entendo que uma das nossas missões também é sensibilizar, ensinar ou ajudar a formar o público”, vincou.


Já durante o período reservado a perguntas e esclarecimentos, vários dos alunos puseram em causa o formato papel e a grande maioria disse preferir as novas plataformas de informação onde proliferam os conteúdos em vídeo, fotografia e som. “Quando queremos ver notícias vamos à Internet. É mais fácil de consultar, é mais imediato e dá menos trabalho do que ir a uma papelaria comprar um jornal de propósito que, ainda por cima, não é interativo”, frisou um dos jovens.


A nossa colega prosseguiu com a apologia dos conteúdos impressos em papel e chegou mesmo a fazer a defesa da continuidade do jornal tradicional chamando à atenção para as possibilidades de interatividade como, por exemplo, a tecnologia de realidade aumentada que permite apontar a câmara de um telemóvel ao jornal e visionar uma notícia em vídeo.


Por seu turno, os alunos em geral transmitiram algum desinteresse quanto conteúdos e temas tratados pelos OCS locais e regionais. “Há poucas notícias que tenham mais a ver com a nossa idade e interesses”, vincaram. Ficou a nota. Até porque trata-se de um tema recorrente nas três sessões que compuseram o projeto onde esteve sempre presente diretor-executivo do Grupo Diário do Sul, Paulo Piçarra.


Descobrir o Jornalismo é um projeto de incentivo à literacia e educação para a comunicação social, promovido pelo Grupo Diário do Sul, em parceria com a FA e cujo púbico-alvo são jovens alunos da Escola Profissional da Região Alentejo.

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