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“Diário do Sul” em parceria com a Rádio “Telefonia do Alentejo” Luis Simão de Matos, presidente da Câmara Municipal de Mora

“Colocámos o concelho no mapa dos destinos turísticos com o Museu Interativo do Megalitismo”

Cumprir com os compromissos efetuados aos munícipes foi possível, de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Mora, Luis Simão de Matos. No balanço do mandato, o autarca salienta que o executivo conseguiu ir mais longe e realizar mais projetos que não estavam previstos no sentido de proporcionar uma melhor qualidade de vida à população e maior desenvolvimento ao concelho.

Maria Antónia Zacarias

06 Junho 2017 | Publicado : 16:08 (06/06/2017) | Actualizado: 14:16 (08/06/2017) | Fonte: Redação

A aposta em atrair empresas e simultaneamente ajudar a fixar a população, o incentivo ao investimento no setor agrícola e a captação de turistas tiram partido das potencialidades foram, de acordo com o edil, fatores decisivos para hoje Mora ser um território melhor do que era há quatro anos. Luis Simão de Matos evidencia como marca da ação à frente da autarquia a criação do Museu Interativo do Megalitismo, considerando ser mais uma infraestrutura que chama pessoas para visitar o concelho, a par do Fluviário de Moura que continua a receber todos os anos milhares de visitantes. Olhando para o futuro, o autarca garante que quem vier a seguir, caso ele não seja candidato e não vença as eleições, continue o trabalho que tem sido feito ao longo deste tempo.

Qual é o balanço que faz do último mandato?

Foram quatro anos extremamente positivos para o distrito de Mora, mas foi um trabalho que não foi fácil. No entanto, posso dizer que aqueles que eram os nossos comprometimentos com as pessoas quando nos candidatámos vão ser cumpridos. Aliás, vamos ter mais obras feitas do que as que estavam previstas. Acima de tudo, o mais importante foi colocar definitivamente Mora no mapa. Se o Fluviário de Mora fez com que o concelho se tornasse uma terra de destino, hoje podemos dizer que Mora reforçou este estatuto. É uma terra que tem muitos pontos de interesse, de que é exemplo também o Museu Interativo do Megalitismo que criámos já neste mandato. As pessoas vêm a Mora por causa das migas, para a feira da pesca, para o festival do rio. Nestes quatro anos consolidámos uma intervenção maior na economia, o que faz de Mora um concelho que está na moda, sendo visitado mensalmente por milhares de pessoas.

O que é que o preocupou mais nestes últimos quatro anos?

Sem dúvida, esta obra do Museu Interativo do Megalitismo porque foi uma obra difícil de construir. A empresa construtora entrou em insolvência numa altura em que os trabalhos não estavam ainda concluídos. Por isso, foi preciso ter coragem para a terminar, deitar o peito às balas para a conseguirmos concluir. É uma obra para a região, para o país, única em termos do que é esta temática e está a atrair muitas pessoas.

Em seu entender, quais são as principais marcas do mandato?

Volto a insistir na ideia de que o Museu Interativo do Megalitismo é talvez a principal marca. Foi instalado no antigo espaço dos caminhos-de-ferro que estava completamente degradado e que hoje se encontra completamente remodelado e requalificado bem como toda a zona envolvente. Estes investimentos são, sobretudo, uma forma de ajudar a que as pessoas permaneçam mais tempo no concelho. Neste museu estão a trabalhar cinco pessoas, é uma máquina muito mais leve do que a que existe no Fluviário, mas tem contribuído para a fixação da população e para fazer mexer a restauração e as dormidas no nosso território.

No início da entrevista afirmou que o executivo vai superar, em termos de projetos, o que foram os compromissos assumidos. Que projetos são esses?

Há várias questões que nos são muito caras e uma delas foi termos conseguido dar maior qualidade de vida à população da freguesia de Malarranha. Como? Através do fornecimento de água em condições. Isto foi possível com o tratamento dado à água tornando este bem essencial melhor para todos os habitantes. Não esqueçamos que o concelho de Mora é muito rico em água e garanto mesmo que temos água de excelente qualidade.

Quais são as potencialidades do concelho de Mora?

Mora é um concelho rico em termos naturais. Podemos dizer mesmo que Mora tem um mini Alqueva há 60 anos e temos o regadio ali implantado há seis décadas. O Fluviário nasceu porque temos o rio. Em termos de pesca realizamos os melhores campeonatos do mundo na freguesia de Cabeção. Foram plantados cerca de 200 hectares de pêssegos e, neste momento, já não há pessoas para trabalhar nos pomares. Isto significa que não há praticamente desemprego em todo o concelho. O rio é o nosso ponto de referência para conseguirmos que o nosso território se desenvolva.

Em termos industriais, qual é a situação?

Temos três ou quatro empresas que funcionam muito bem. A antiga fábrica do tomate que hoje é de um grupo espanhol e onde trabalham muitas pessoas. Temos também uma fábrica de iluminarias Leds que emprega muita gente e mais uma fábrica de embalamento de material hospitalar que dá trabalho a muitas pessoas novas. Além disso, temos três novas empresas com projeto na Câmara para se instalarem na zona industrial, mas é um processo que está demorado porque o novo quadro comunitário não está a ser eficaz para que o dinheiro chegue onde é necessário. Isto afeta os municípios diretamente, mas também o tecido económico do país. Mas sem dinheiro não há crescimento, nem há fábricas que se instalem em sítio nenhum. O Alentejo perde sete pessoas por dia, mas de facto aquilo que nos faz falta é que haja vontade política do Governo Central de verdadeira discriminação positiva para atrair empresas para o interior. É o emprego que ajuda a fixar pessoas.

Mas Mora é um concelho que tem tido um crescimento da natalidade.

Tivemos alguns anos em que isso se verificou, ou seja, nasceram mais crianças do que aquelas que habitualmente nasciam no concelho. Isso aconteceu porque houve aqui a conjugação de vários fatores, em particular a dinâmica que o Fluviário trouxe e o turismo, o que fez com que as pessoas novas se fixassem no concelho. Mesmo assim são mais aqueles que partem do que os que vão nascendo e aquela acentuada perda de população é um problema que nos transcende, mas que eu gostaria de ver revertido.

Como perspetiva o futuro do concelho?

Mora é um concelho com futuro. Temos que consolidar este território como um destino turístico. Acho que já o conseguimos, só temos que trabalhar cada vez mais para que seja ainda mais visitado e que as pessoas aqui permaneçam o maior tempo possível. É este o nosso trabalho e é este em que temos investido muito. Mas, para além disso, Mora tem futuro porque temos pessoas de trabalho, temos jovens dinâmicos e a possibilidade de vir a ter novas empresas. Também a agricultura está a mexer mais do que há uns tempos. Neste momento, temos dois pomares, um que vai entrar em produção este ano pela primeira vez e o outro que vai começar a plena produção no próximo ano, empregando muitas pessoas. Mora tem também uma vasta área de cortiça e o pinhal com as pinhas que, atualmente, está a dar tanto dinheiro quase como a cortiça. Temos, cada vez mais, pessoas a trabalhar na agricultura e isso tem um impacto importante no nosso território.

O que falta ainda fazer até ao final do mandato?

Estamos, atualmente, com um volume de obra muito grande. Temos obras em todas as freguesias. Estamos à espera do visto do Tribunal de Contas para fazer o parque urbano de Mora, uma obra de um milhão e duzentos mil euros, já com financiamento assegurado. Acabámos de iniciar uma obra em Mora, no âmbito da requalificação do miradouro de Mora com vista a proporcionar ao turista uma nova perspetiva da localidade. Em Cabeção estamos a construir um centro cultural. Em Pavia estamos a fazer uma nova ETAR porque a existente quase que não funcionava. Em Brotas estamos a requalificar o edifício da Casa do Povo. Até ao final do mandato temos muitas coisas para fazer ainda. Temos um grande volume de obras para terminar e vamos concretizar a maioria delas até setembro.

Vai recandidatar-se de novo à Câmara?

Estou há 15 anos na Câmara, mas o lugar não é meu. É um lugar que é do meu partido. Está a ser discutido, neste momento, qual vai ser o futuro cabeça de lista. A minha disponibilidade é para quilo que o meu partido entender. Tentei sempre dar o melhor de mim para concretizar as funções que me foram conferidas. Se o meu partido entender que serei o candidato ainda o posso fazer durante mais quatro anos. Se entender que terei outra tarefa, aceitá-la-ei. Uma coisa é certa: darei sempre melhor de mim. Quero continuar a chegar à noite e pensar que fiz alguma coisa por alguém.

Qual é o conselho que dá aos eleitores?

O exercício do voto é um exercício que todos devemos de ter porque mexe com a vida de todos nós. Não votarmos é abstermo-nos de conseguir mudar alguma coisa. É preciso que as pessoas percebam que o voto é importante. Nunca fiquem em casa e deixem nas mãos dos outros o que pode ser o vosso futuro.

Como vai deixar o concelho?

Vou deixar o concelho como eu prometi às pessoas que o deixaria. Hoje, temos um concelho muito mais bonito, fizemos obras de requalificação urbana extraordinárias. Temos um concelho muito mais atrativo, conseguimos fixar mais população. Temos uma câmara mais bem organizada, muito mais rica. Não temos nenhuns problemas financeiros, não temos pagamentos em atraso, temos inclusivamente algum dinheiro a prazo porque temos um programa que queremos cumprir na íntegra e precisos de verba para concretizar as obras, umas financiadas e outras não. Depois de cumprirmos o nosso programa eleitoral e quem vier a seguir vai encontrar uma câmara muito bem arrumadinha para poder começar um novo ciclo no concelho sem quaisquer problemas. Os trabalhadores têm condições excelentes para exercer a sua atividade conseguindo dar resposta aos anseios dos munícipes de uma forma mais efetiva. Mora é um concelho melhor e mais fácil para quem vier a seguir, podendo continuar o trabalho que tem sido feito até agora.

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