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“Diário do Sul” em parceria com a Rádio “Telefonia do Alentejo” entrevistam João Manuel Português, presidente da Câmara Municipal de Cuba

“Temos feito tudo para melhorar a vida da população do concelho”

A proximidade do Poder Local foi a pedra basilar da gestão autárquica no concelho de Cuba. É esta a forma como o presidente da Câmara Municipal, João Manuel Português, classifica a ação do executivo. Esta ação assentou no grande investimento efetuado na área social com os apoios dados às famílias mais carenciadas, destacando-se a redução do preço da água, das rendas, programa de teleassistência e apoio aos medicamentos.

Autor :Redação

13 Junho 2017

Para além da intervenção nesta área, o autarca sublinha ainda a regeneração urbana com impacto num maior dinamismo da economia local. Melhorar os arruamentos, o espaço público, tudo isto contribuiu, em seu entender, para que o comércio local tenha sobrevivido aos tempos de maior crise. A captação de investidores para o concelho foi outra das apostas que o edil salienta como forma de criação de emprego e combate à desertificação do concelho, sobretudo à saída dos mais jovens. O turismo é outro dos setores que é apontado como importante para o desenvolvimento, com oferta de eventos na sede do concelho, mas também em todas as freguesias. João Manuel Português define ainda Cuba como a catedral do cante alentejano, onde é possível ouvir ao fim da tarde, o cante espontâneo nas típicas tabernas onde se mantêm e quer ser preservada a identidade do povo deste concelho.

Qual é o balanço que faz do seu mandato?

O balanço é extremamente positivo porque devemos olhar para o contexto do mandato. Foi um dos mais difíceis desde o 25 de abril, com a Troika em Portugal, uma série de medidas de austeridade que estavam a ser implementadas e as autarquias a sofrerem com o facto de os quadros comunitários não estarem disponíveis. Vendo o que estava à nossa espera, as obras que fizemos no concelho forma muitas. O concelho de Cuba tem hoje melhores infraestruturas, melhores equipamentos e recorremos, sem garantias, ao quadro comunitário em overbooking. Isso levou-nos a construir obras importantes, nomeadamente, a requalificação da praça Vilalva, em Faro do Alentejo intervimos em quase todo o perímetro urbano, conseguimos também construir um novo quartel de bombeiros em Cuba e isto tudo nos primeiros dois anos de mandato. Se olharmos para os concelhos que nos rodeiam, Cuba foi um oásis, porque ninguém tinha conseguido implementar este número de projetos ao mesmo tempo.

Que obras há a decorrer atualmente?

Atualmente as obras que estão a decorrer e os projetos existentes levam-nos a dizer que fizemos muito. Mas trabalhámos muito também na área da realização de eventos, do turismo, do desporto e na parte financeira. O município de Cuba vivia uma situação delicada, fruto das dívidas que tinha contraído, mas nós reduzimos em um milhão de euros o défice e, ao mesmo tempo, implementámos projetos no terreno. Nunca tinham sido feitas em Cuba, ao mesmo tempo, quatro obras dentro do mesmo quadro comunitário. Deste modo, conseguimos dar outra dinâmica ao concelho.

Consegue identificar as marcas da sua governação?

A regeneração urbana é uma delas porque foi uma prioridade. Temos a decorrer uma série de obras no âmbito do PARU onde assinalámos cerca de 16 intervenções, mais 17 intervenções ao abrigo de um outro programa. Para além de tudo isto, afirmo que a principal intervenção tem a ver com a área social. Os anos 2014, 2015 foram muito difíceis para as famílias carenciadas, o que obrigou a que fizéssemos um investimento muito grande, duplicámos os apoios, o que foi extremamente importante para ajudar quem tinha dificuldades. Implementámos o programa de emergência social do concelho de Cuba, em que fizemos o apoio a medicamentos, redução do preço da água, redução do pagamento de rendas para os mais carenciados, estabelecemos mais um regulamento para as habitações sociais, criámos o programa de teleassistência e o programa SOS Cuba Repara.

Acredita que conseguiu, assim, melhorar a qualidade de vida da população?

Sem dúvida. Estar mais próximo das preocupações é a nossa principal preocupação. Apostámos igualmente na criação de emprego com a dinamização do parque industrial de Cuba, e hoje estamos em condições de dizer que está praticamente lotado, dos 29 lotes, 26 estão ocupados, 15 já têm contrato e tudo indica que nos próximos anos o parque industrial de Cuba tenha criado 200 postos de trabalho. Isto é importante porque nenhum concelho consegue desenvolver-se se não tiver população e nós temos criado medidas para a fixação dos nossos jovens para tentar combater a desertificação.

A localização estratégica, no centro do Alentejo,

perto do aeroporto são potencialidades decisivas

para atrair investidores

Como foi possível atrair os investidores?

O nosso concelho está bem localizado, estamos no centro do Alentejo. Além disso temos a ferrovia, temos uma estação de comboios, estamos junto ao aeroporto de Beja, ao IP2 e ao IP8, e isso são condições para captar empresas. É verdade que se calhar poderíamos ter a linha eletrificado do comboio, a autoestrada já pronta até Beja que está neste momento a andar. Se tudo isso tivesse acontecido, teríamos mais condições para ter mais empresas. O aeroporto, para nós, é importante até porque o concelho de Cuba tem uma estrada construída que vai do parque empresarial diretamente ao aeroporto, cerca de dez quilómetros, o que nos leva a crer que estamos em condições invejáveis. Uma das empresas que está a negociar connosco é dos Emirados Árabes Unidos, o que é um exemplo de o aeroporto é fundamental para o desenvolvimento e para a qualidade de vida das pessoas.

Quais são as potencialidades do concelho?

Um dos nossos propósitos quando chegámos à autarquia foi dinamizar Cuba em termos turísticos. Conseguimos nos últimos três anos triplicar o número de visitantes no concelho, fora um cem número de turistas que não é registado. Temos participado numa série de feira que tem ajudado a promover e a dinamizar o concelho. Na área cultural temos tido uma postura correta, porque temos que ver a cultura como uma aposta de desenvolvimento.

Dê um exemplo.

Vou dar-lhe o exemplo do Carnaval em que tivemos cerca de cem grupos a desfilar em Cuba, conseguindo quase duplicar o número de participantes no Carnaval. A Feira Anual de Cuba reúne também muitos visitantes e uma programação cultural regular no concelho com vista a abranger vários tipos de públicos foi determinante. Decidimos criar uma feira própria em cada uma das freguesias como forma de atrair os turistas e o certo é que temos os restaurantes e a hotelaria cheios. Os eventos e a cultura são extremamente importantes para dinamizar o concelho como um todo.

O que ficou por fazer?

Ficou ainda muita coisa. Vamos iniciar a construção de dois polos desportivos sintéticos em Faro do Alentejo e também em Vilalva. Temos a decorrer a requalificação do centro histórico de Cuba que é um projeto de grandes dimensões, é um projeto ambicioso, um grande quarteirão onde vamos edificar um parque de estacionamento descoberto, galerias comerciais, de serviços e efetuar a requalificação da rua central. Tudo isto para ajudar a impulsionar o comércio local.

Foi feito um grande investimento nesta rubrica?

O município investiu no comércio local, nos últimos anos, perto de 500 mil euros. É uma verba bastante considerável porque nos anos anteriores investia-se cerca de 60 mil euros por ano e agora investe-se 150 mil euros anuais. Se não tivéssemos dado esse apoio, provavelmente, muitas casas de comércio já teriam fechado. Além disso está praticamente na fase final a construção da Casa Museu Fialho de Almeida e um outro espaço que é o museu rural e etnográfico. Lembro também que está praticamente na fase final o novo posto de turismo. Penso que isto tudo reunido ajudará à dinamização da economia local.

Como define o concelho de Cuba?

Cuba é a catedral do cante. Cuba respira cante. Ainda temos as tabernas típicas alentejanas onde há o vinho da talha que é também uma aposta forte. Vamos requalificar as tabernas para que o cante e o vinho se mantenham como dois grandes polos de atração. Dizer que quem se deslocar hoje a Cuba, ao final da tarde, certamente também poderá beber um excelente vinho, comer os nossos produtos regionais e ouvir o nosso cante espontâneo.

Qual é a mensagem que deixa aos munícipes?

Temos feito tudo o que tem estado ao nosso alcance, temos feito tudo para melhorar a vida da população do concelho. Acreditamos que o que fizemos até aqui foi o mais correto, foi importante para desenvolver o nosso território, por isso, penso que estamos no rumo certo. Espero que os munícipes também pensem assim e que nestas eleições autárquicas estejam connosco. É importante que Cuba tenha alguém a gerir os destinos da terra que seja daqui, alguém que conheça as pessoas e saiba quais são as suas verdadeiras necessidades e ambições.

 

 

 

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