Diario do Sul
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Rogério Copeto, tenente-coronel, oficial de comunicação e relações públicas

GNR prepara formação para auxiliares educativos para prevenir violência na escola

No “Conversas Soltas”, programa de entrevista da Rádio Telefonia (103.2 FM), Rogério Copeto, tenente-coronel, oficial de comunicação e relações públicas da GNR de Évora, falou da presença da corporação nas escolas e anunciou que, em Novembro, numa parceria com as autarquias do Alentejo Central, será desenvolvido um programa de formação especialmente dirigido aos auxiliares educativos.

Autor :Carlos Trigo

Fonte: Redação D.S.

19 Fevereiro 2015

Pretende-se apostar na prevenção da violência nas escolas e na gestão de conflitos, disse, numa entrevista que versou também a assistência à população mais idosa e que será transmitida no domingo a partir das 13:00. Rogério Copeto adiantou que já segunda-feira a Microsoft apresentará as conclusões do projecto piloto de teleassistência que envolveu a GNR e dez idosos do distrito de Évora.

Numa área superior a 7. 300 km2 e com uma população residente de 168 000 habitantes, com elevado número de seniores, muitos em idade avançada e residentes em freguesias rurais ou em locais isolados, a função da GNR não se esgota no policiamento. Além da segurança de pessoas e bens, há igualmente a preocupação de assegurar o acompanhamento regular a esta população?
À semelhança do que é a realidade de todo o interior, o distrito de Évora tem uma elevada taxa de envelhecimento e, num futuro próximo, uma em cada quatro pessoas será idosa. A nossa preocupação também passa por essa população mais vulnerável, que necessita de apoio e acompanhamento.
Em finais do ano passado, dez idosos do distrito passaram a ter à disposição equipamentos tecnológicos que permitem à GNR um acompanhamento à distância…
Trata-se de uma parceria com a Microsoft. É um projecto piloto com dez idosos do distrito de Évora. No dia 23 de Fevereiro, está agendada uma apresentação de resultados, no Porto. Foi testada tecnologia de ponta neste projecto de teleassistência, com monotorização remota. GNR acompanhou a evolução natural da sociedade, com respostas adequadas e de qualidade.

Ainda no campo da tecnologia, GNR promoveu acções de informação em escolas de 10 concelhos do distrito. O objectivo passou por sensibilizar para a necessidade de prevenir os comportamentos de risco inerentes à utilização da Internet. Que riscos estão referenciados e que fazer para os evitar?
O programa escola segura leva GNR às escolas para um vasto conjunto de actividades. Todos os jovens têm hoje acesso a plataformas diversas que permitem a utilização da internet, nos smartphones ou nos tablets, na casa ou na escola, e faz todo o sentido em alertar para os perigos de partilha de dados mais pessoais e da existência de perfis falsos nas redes sociais. E as redes sociais também são utilizadas por redes criminosas. No ano passado, em todo o país foram contabilizados cerca de 600 crimes relacionados com a internet. Esta é uma situação ainda com pouco significado no Alentejo, mas que existe e exige que os pais estejam atentos.

Sendo um oficial que marca presença regular nas escolas para abordar diversos temas, que questões ficam na agenda?
Depende do público-alvo. Alunos, professores e auxiliares têm preocupações diversas. Tentamos adequar a mensagem e os conteúdos ao público-alvo. Por exemplo, quando se aproximam as férias da Páscoa, vamos às escolas secundárias falar sobre viagens de finalistas, dando conta, recorrendo até à presença de oficiais da Guardia Civil, da legislação espanhola no que diz respeito a consumos de álcool e até de droga. Já tivemos situações trágicas. Sabemos que os jovens, por vezes, se excedem e consideramos que é importante que conheçam os riscos… Estamos, de momento, a desenvolver um projecto com a CIMAC (Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central) para formação dos auxiliares de educação no que se refere a prevenção da violência nas escolas e gestão de conflitos.

Se lhe pedisse o retrato do distrito em termos de segurança, que tipo de problemas destacava? O furto de azeitona? Tráfico de droga? Problemas relacionados com o trânsito rodoviário? É possível estabelecer o TOP 5 do crime no distrito?
O distrito de Évora não difere muito das realidades de outras zonas do interior do país. Évora está perto de Lisboa, de Espanha, do Algarve, tem boas acessibilidades. A criminalidade mais complexa acontece no eixo Vendas Novas, Montemor, Évora, Estremoz, Borba, ou seja N4 e A6, embora sem o impacto de outras zonas do país. O furto é o crime mais praticado no distrito, seguido das burlas (contos do vigário dirigidos a idosos) e as injúrias e ofensas à integridade física e a violência doméstica.

Das ciências militares às relações públicas

Rogério Paulo Magro Copeto, 45 anos, tenente-Coronel da Guarda Nacional Republicana, chefe da secção de Recursos Humanos e Justiça e Oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Évora, iniciou a carreira militar como oficial da Marinha (Fuzileiros) em 1991.

Seguiu-se Academia Militar (licenciatura em Ciências Militares, especialidade GNR armas).

E como é habitual no “Conversas Soltas”, escolheu um livro e uma música - O Perfume, romance do escritor alemão Patrick Süskind, e a banda sonora do filme Oficial e Cavalheiro, ‘Up Where We Belong’, da autoria de Joe Cocker.

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