Diario do Sul
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“Sentir Reguengos” pelo olhar de José Calixto, presidente da Câmara

“Este livro pode ser um documento para memória futura”

O presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, apresentou o seu livro “Sentir Reguengos”, onde reúne textos publicados na imprensa local. São dez anos de crónicas onde o edil reflete sobre os desígnios coletivos do concelho e procura lançar pistas para desenvolver a terra. E há alguns temas bem atuais A obra foi lançada durante a 21ª edição da Feira do Livro.

Autor :Redação

02 Maio 2017

Como resumiria este livro?

É um livro onde se lança a forma de pensar a atividade autárquica, mas também outras variáveis da política regional e nacional que, de alguma forma, tinham impacto em determinado momento dessa década sobre aquilo que era a nossa vida como autarca.

É um livro que aborda a evolução desta terra?

Sim, está relacionado com a evolução daquilo que foram sendo as estratégias, as condicionantes e as variáveis onde tínhamos que atuar e gerir para que os nossos objetivos fossem sendo concretizados. No fundo, é um conjunto de 120 crónicas que traduzem a colaboração para um jornal local durante uma década, embora já fosse colaborador há 15 anos, onde se pretende, com transparência, mostrar aquilo que foi o pensamento em cada um desses momentos.

Mas que género de informação vão encontrar os leitores?

Vão encontrar informação que com facilidade se esquece e acho que em política isso não deve acontecer.

Como por exemplo?

Se nós temos uma determinada preocupação, se a trabalhamos durante uma década, não podemos permitir que um jovem qualquer, em biquinhos de pés, salte no último minuto e consiga ficar na fotografia. Penso que isso não é justo para as pessoas que trabalharam de forma séria. Por exemplo, neste momento temos 5 mil hectares de vinha que precisam de ser regados. Isto é um trabalho que começou há oito anos, com a ida à EDIA, que juntou representantes dos agricultores. Foi um trabalho determinante para que o bloco de rega de Reguengos esteja hoje declarado como prioritário.

E o livro recorda estes exemplos?

São informações de que, com facilidade, as pessoas se esquecem. Percebermos esse processo político também nos ajuda a perceber os outros e também nos faz descobrir um conjunto de aspirações que ainda não concretizámos. Mas nem por isso devemos ter algum receio de dizer que aspiramos a determinados projetos, nem ter vergonha de os termos  pensado há cinco anos e de ainda não os ter concretizado.

Também pode ser um documento para ajudar a compreender esta terra?

Sim, este livro pode ser um documento para memória futura que nos ajuda a identificar boas práticas, como a abordagem que foi feita do processo de construção da nova ponte sobre o rio Degebe. Durante três ciclos políticos tivemos avanços e recuos, mas sempre a mesma determinação da nossa parte. Digo na sinopse do livro que não devemos ter as aspirações de concretizar tudo o que desejamos. Devemos é provar que lutámos por tudo aquilo que desejamos até a exaustão das nossas forças. E isso está refletido no livro.

Se tivesse que destacar alguma passagem do livro o que lhe ocorria?

Destacaria o percurso e as aspirações dos reguenguenses. Há uma infinidade de temas ao longo de todo este período, mas destaco o percurso de um jovem economista, que exerceu durante toda a vida a sua profissão e que vem para a política, onde tem algumas dificuldades nos primeiros tempos.

A que nível?

Ao nível íntimo tive dificuldade em gerir a exposição mediática e a relação com as pessoas com muito mais experiência. Tive de aprender por absorção, com muita vontade de aprender depressa. Isso faz-me recuar ao meu percurso académico em que tentava não errar, mesmo sem ser perfeito. Isso fez-se com grande aplicação.

E quanto à obra realizada até à data?

Há processos emblemáticos de que me orgulho, como a requalificação patrimonial em Reguengos e em Monsaraz. A biblioteca, o mercado, o parque da cidade, o parque escolar, o   parque ligado à saúde, os acessos a Reguengos e toda a rede rodoviária, onde se investiram muitos milhões de euros na recuperação das estradas municipais. Era preciso eliminar um ponto negro.

Refere-se à ponte sobre o rio Degebe?

Foi uma luta de três ciclos políticos. O de José Sócrates, o ciclo de direita que deitou abaixo a candidatura pública e agora novamente a consciencialização deste governo. Apesar de todas as dificuldades do país era uma obra inadiável. Se fosse adiável, se calhar, não fazia sentido os autarcas de Reguengos manterem-se em funções, porque não tinham conseguido passar a mensagem.

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