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Avança estudo sobre necessidades da muralha

Alandroal junta parceiros para deitar mãos à segunda vida da Fortaleza de Juromenha

A requalificação da Fortaleza de Juromenha, na encosta das margens do Guadiana, é uma velha ambição no concelho do Alandroal. O imponente património entrou em decadência ao longo das décadas, mas o cenário pode mudar em breve. Na calha está a possibilidade de uma intervenção na muralha que de futuro poderá abrir portas ao interesse do setor privado através do programa Revive.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

29 Março 2018

O presidente da Câmara, João Maria Grilo, revela que em breve – dentro de sensivelmente um mês – deverá ser assinado um protocolo de cooperação entre a autarquia, Direção Regional de Cultura do Alentejo, Universidade de Lisboa e Instituto Superior Técnico, que aponta à realização de um estudo em torno das necessidades reais sobre a intervenção na muralha da fortaleza.
“Há algumas zonas que estão um pouco mais degradadas e outras que estão mais conservadas”, sublinha o autarca, destacando a curiosidade do património revelar uma fragilidade mais acentuada, precisamente, nos locais que foram alvo de restauro, pelos anos 80. “Foram intervenções que não correram bem e agora é preciso fazer o levantamento e ter esse estudo aprofundado das necessidades”, insiste João Maria Grilo.
Justifica o edil ser este o primeiro passo para se poder pensar em atuar em termos futuros, caso sejam concedidos os fundos comunitários já solicitados que permitam à autarquia promover a intervenção na muralha.
Para o município, o ponto de partida rumo ao futuro parece claro. Isto é, se a componente da muralha tiver o restauro adequado, a restante parte do projeto, que é a intervenção no interior, pode ser atrativa para os privados no âmbito do programa Revive.
O Revive promove e agiliza os processos de rentabilização e preservação de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística. O objetivo aproveitar os valores patrimoniais para gerar riqueza, empregos e promover o reforço da atratividade de destinos regionais. O respeito pelos valores arquitetónicos é um dos pilares a ter em conta.
João Maria Grilo destaca que a intenção do município ao nível do Revive passa depois por concessionar algum do espaço interior a um privado, para que ali possa desenvolver projetos de natureza turística, mantendo sempre uma valência pública, que, neste caso, será a própria muralha requalificada pelo Estado português através da autarquia. “Qualquer projeto de concessão será só do interior e por um período estabelecido, que pode ir dos 25 aos 50 anos”, acrescenta o edil.
Ainda assim, em breve a célebre Fortaleza de Juromenha deverá ganhar mais um atrativo, à “boleia” do já anunciado projeto de construção da futura praia em pleno rio Guadiana, tirando partido das margens de Alqueva. Já não será para o verão de 2018, como admite João Maria Grilo, mas a zona balnear vai mesmo avançar. Já existe candidatura formulada, seguindo-se o processo obrigatório de realização de análises químicas à água por um período alargado.
“Tudo indica que vamos conseguir levar este projeto em frente, fazendo desta praia mais um completo, juntamente com outros projetos que poderão surgir. Quer de natureza municipal, quer de âmbito privado, para alargar a nossa oferta”, insiste o autarca, admitindo que a fortaleza é um “projeto âncora fundamental e importantíssimo para o Alandroal e toda a região”. Justifica que “à volta dele podem nascer muitos outros focos de interesse”, resume.

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