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Projeto vencedor do Orçamento Participativo Portugal

Tabernas do Alentejo puxam pelo vinho como fonte de boa disposição e… com arte

"Tabernas do Alentejo – Arte e Ciência”. Eis o mote do projeto alentejano vencedor da I edição do Orçamento Participativo Portugal na área da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que junta Diário do Sul, Universidade de Évora, Comissão Vitivinícola Regional Alentejana e Divinus.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

07 Junho 2018

O projeto foi apresentado no Centro Ciência Viva de Estremoz - na presença da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo - por Carlos Copeto, da Universidade de Évora, que “puxou” pela relevância da “boa disposição” que um copo de vinho proporciona a um bom português.
“Somos os maiores consumidores do mundo. Por isso, o vinho é um produto transversal, que se bebe da classe mais humilde à mais alta. Vemos que as pessoas se sentem bem e descontraem-se à volta de um copo”, justificou, assumindo que este projeto ambiciona associar ao vinho “uma componente de arte em várias iniciativas”.
Depois recordou a questão da ciência que surge aliada ao vinho, olhando para a química que integra o processo. “As adegas são um laboratório. Hoje, se calhar, até se exagera em termos da manipulação química através de todos os equipamentos que existem”, admitiu, alertando que nos tempos de correm o consumidor está mais exigente, começando a dar prioridade aos “vinhos de terroir”. Ou seja, os mais originais de cada terra.
“O que conta é o sol, a rocha, o clima e a casta, porque isto é agricultura e as pessoas às vezes esquecem-se disso. Não há floresta nenhuma que tenha tanta área plantada como a vinha. Só o Barreiro e a Amadora é que não têm vinha em Portugal”, sublinhou Carlos Copeto.
Pois é a todas estas frentes que o projeto surge ligado, devendo começar a ser desenvolvido a partir de junho, logo que estejam disponibilizados os meios para iniciar o trabalho. “Depois temos o verão e teremos de articular tudo isto com a vindima”, revelou o mesmo representante, antes dos aplausos ao projeto por parte da secretária de Estado.
Maria Fernanda Rollo assumiu que as Tabernas do Alentejo ilustram a forma como as pessoas vão adquirindo consciência da importância do conhecimento e de como a ciência será útil para valorizar territórios e os seus recursos endógenos.
“Neste Orçamento Participativo o Alentejo surge a inovar, utilizando aquilo que são os seus recursos e que não se esgotam nesta região”, disse a governante, acrescentando que “a grande aposta e a revolução que aconteceu nos vinhos no nosso país, nos últimos anos, deveu-se, em parte, ao resultado da contribuição da ciência e das universidades através dos enólogos”.
Ainda segundo Maria Fernanda Rollo, “a partir do momento em que se começou a introduzir a ciência através da Universidade de Évora houve uma transformação da produção de vinho. Os vinhos de mesa, os vinhos comuns, passaram a ter reconhecimento internacional.”
Todavia, a governante não perde de vista a necessidade de se investir mais em ciência e mais conhecimento “criando contextos e harmonia com o que são conhecimentos internacionais”. Destacou que este passo é muito importante para o território. “Nós estamos num território agrícola onde o mundo rural está a ser redescoberto, quer na versão bio, quer na recuperação de outros recursos endógenos. Têm que ser valorizados e, felizmente, hoje em dia as pessoas já reconhecem com orgulho uma tradição na agricultura”, insistiu a governante.
Resumiu ainda a secretária de Estado que “é também por aí que temos de ir construindo o nosso caminho como país responsável, sustentável e comprometido com o ambiente e respeitando os nossos recursos endógenos”. Daí que também o projeto das tabernas tenha servido como exemplo: “poderá ser inspirador para outros contextos, porque o Alentejo tem um caminho a desempenhar a esse nível”.

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