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Projeto de incentivo à literacia e educação para a comunicação social

Grupo Diário do Sul foi à ESAG e alertou para perigo das “fake news”

A internet, sobretudo as redes sociais, vieram alterar a forma como as notícias se difundem. A rapidez é muito maior, mas há também o perigo de se estarem a partilhar informações pouco fidedignas ou até completamente falsas.

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

25 Março 2019

Grupo Diário do Sul foi à ESAG e alertou para perigo das “fake news”

Um dos objetivos do projeto “Incentivo à Literacia e Educação para a Comunicação Social”, promovido pelo Grupo Diário do Sul, é precisamente alertar para essas questões. Esta iniciativa é apoiada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e está a ser desenvolvida em parceria com a Escola Secundária André de Gouveia (ESAG), de Évora.
Segundo a informação que consta do projeto, “pretende-se incentivar a literacia, alertar para as notícias falsas que estão na internet e ampliar o leque de interesses dos estudantes, despertando a curiosidade por temáticas abordadas pelos meios de comunicação regionais”.
É ainda acrescentado que “vão ser dinamizados, junto de um conjunto de alunos, dois workshops na escola, intercalados com visita de estudo às instalações da entidade promotora”.
A primeira sessão decorreu no dia 13 deste mês e teve lugar na ESAG, com os alunos do 2.º ano do Curso Profissional Técnico de Audiovisuais, acompanhados pela professora Ana Pires.

Grupo Diário do Sul foi à ESAG e alertou para perigo das “fake news”
A iniciativa foi dinamizada por José Miguel Piçarra, administrador do Grupo Diário do Sul, e por Manuel Inácio Pereira, gráfico responsável pela edição digital, redes sociais e conteúdos on-line deste meio de comunicação social.
No final da “palestra”, Manuel Inácio Pereira referiu que “tentámos alertar para os perigos que existem na internet, mas também para a forma como os alunos usam a internet e como é que lidam com esses mesmos perigos”.
Reforçou que “quisemos despertá-los para terem atenção àquilo que veem, ouvem, leem e partilham na internet”.
A esse respeito, divulgou que, “de acordo com um estudo realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (IMT), as notícias falsas espalham-se 70 por cento mais rápido do que as verdadeiras e alcançam muito mais pessoas”.
Para evitar cair nessas “armadilhas”, Manuel Inácio Pereira explicou que “devemos verificar sempre, em mais do que um sítio, se uma notícia é fidedigna ou não, cruzando os dados que são mencionados nessa notícia”, lembrando ainda a importância de “consultar os meios de comunicação mais credíveis, como é o caso dos meios regionais”.

Grupo Diário do Sul foi à ESAG e alertou para perigo das “fake news”
Em relação ao balanço que faz deste primeiro workshop, salientou que “como usam muito a internet, nota-se que estes alunos têm uma opinião muito formada sobre a internet”, frisando que “por usarem tanto, acham que sabem muito”.
Manuel Inácio Pereira alertou que “podem estar a errar sem saber, pois ao terem excesso de confiança, podem ficar sujeitos àquilo que são os perigos da internet”.
Por sua vez, a professora da disciplina de Técnico de Audiovisuais, Ana Pires, que é também diretora do curso, adiantou que, “apesar destes temas não estarem no âmbito das aulas, abordamo-los com frequência”.
Exemplificou que “quando saiu a legislação relacionada com os direitos de imagem foi uma questão muito falada e demos alguma formação de como teriam de ser feitos os vídeos que produzimos para a comunidade escolar”.

Grupo Diário do Sul foi à ESAG e alertou para perigo das “fake news”
Durante a sessão uma das temáticas abordadas foi o polémico Artigo 13.º da proposta de Diretiva de Direitos de Autor. A esse respeito, a professora disse que “quando sair a nova legislação sobre os direitos na internet, vamos ver qual a resolução final para depois lhes darmos outra pequena formação acerca disso”.
Destacou que “apesar de serem temas que não estão nos conteúdos das disciplinas, que até já estão desatualizados, nós tentamos adaptá-los à nova realidade e à evolução que existe hoje em dia no mundo dos media e dos audiovisuais”.
Na sua opinião, “as redes sociais acabam por ser propícias a essa partilha de informação que nem sempre é verdadeira”, sublinhando que, “hoje em dia, os conteúdos que existem disponíveis na internet são inúmeros e nem todos são adequados ou verdadeiros, pelo que tentamos preparar os alunos para pesquisarem aquilo que é fiável”.
Quanto a este projeto com o Grupo Diário do Sul, Ana Pires focou que “estas sessões trazem um grande dinamismo à turma, ao mesmo tempo que ajudam a preparar para o mercado de trabalho”.
Revelou ainda que,“no futuro, quando for para os alunos trabalharem os workshops, vou tentar fazer uma parceria que promova a interdisciplinaridade com o Português”.
Rafael Alexandre e Raquel Lopes são dois alunos do 2.º ano do Curso Profissional Técnico de Audiovisuais. No final da ação, partilharam as suas opiniões acerca desta “aula” um pouco diferente do habitual.

Grupo Diário do Sul foi à ESAG e alertou para perigo das “fake news”
Rafael Alexandre realçou que “preocupo-me em saber se as notícias são verdadeiras, até porque temos várias formas de verificar as coisas, por exemplo, ver se são de sites confiáveis, pois tudo depende de onde vamos procurar as informações”.
Evidenciou que “no curso estamos habituados a falar sobre estas questões, por isso estávamos minimamente informados acerca destes perigos”, constatando que esta sessão “poderá ajudar a despertar a curiosidade para pesquisarmos mais coisas sobre as questões faladas”.
No que diz respeito ao Artigo 13.º, Rafael Alexandre salientou que “não sei como é que vai afetar as coisas, só quando for aprovado é que vamos saber”.
Nesse mesmo âmbito, Raquel Lopes admitiu que “gostava de trabalhar na área da fotografia, na qual os direitos de autor são muito importantes”, confessando que “não gostava que alguém partilhasse fotos minhas e ficasse com o mérito, por isso preocupo-me um pouco com este tema”.
Mencionou ainda que, “às vezes, acreditamos em notícias que não são verdadeiras e que até foram partilhadas por pessoas mais velhas, o que nos deixa numa posição um pouco desagradável”.
Nesse sentido, Raquel Lopes considerou “importante este projeto com o Grupo Diário do Sul, pois poderá ajudar-nos a aprender coisas novas”.

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