Num dia em que os termómetros ultrapassaram os 35 graus em Évora, o Grupo Diário do Sul foi “a banhos” nas piscinas municipais da cidade. Ao longo da manhã da passada quinta-feira, constatámos que a infraestrutura foi recebendo cada vez mais veraneantes que procuraram este espaço para se refrescar e aproveitar o “dolce far niente”.
Autor :Marina Pardal
Fonte: Redacção «Diário do SUL»
27 Agosto 2019 | Publicado : 18:09 (27/08/2019) | Actualizado: 18:19 (27/08/2019)
Abertas ao público a 5 de setembro de 1964, as Piscinas Municipais de Évora estão a ser requalificadas. Depois de já ter sido feita uma intervenção na piscina interior e nos chapinheiro, agora está previsto o melhoramento das piscinas olímpica e aprendizagem. A par disso, a Casa da Mata também está a ser alvo de obras.
Para levar este projeto a “bom porto”, este ano, as piscinas vão encerrar um pouco mais cedo do que o habitual, já no dia 1 de setembro.
O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, justificou algumas das intervenções que estão a ser feitas.
“Desde 2014 que adotámos um plano para a reabilitação das piscinas municipais”, referiu, recordando que “começámos com a requalificação dos balneários, da piscina coberta e dos chapinheiros na parte exterior”
O autarca assegurou que “temos vindo paulatinamente, ano a ano, a substituir zonas de relva para poder melhorá-la”.
No entanto, frisou que “havia uma grande obra a fazer e que tem a ver, não só com as piscinas, mas também com as questões da sustentabilidade e da água”.
Segundo Carlos Pinto de Sá, “estas piscinas tendo mais de 50 anos não reaproveitavam a água e hoje há técnicas que permitem reutilizar a água com perdas substancialmente menores”.
Sustentou que “é um projeto com alguma dimensão e alguns custos e não queríamos que a sua execução afetasse a utilização das piscinas durante muito tempo”, afirmando que “isso foi conseguido e esse projeto está preparado para arrancar, daí que as piscinas tenham de encerrar um pouco mais cedo do que o normal”.
O presidente do município evidenciou ainda que, “neste momento, também está em curso o projeto de requalificação da mata da piscina, que tinha as instalações completamente degradadas”.
Revelou que “estamos a preparar esse espaço não só para ser utilizado pelos utentes da piscina, mas também para outros eventos que possam ter lugar aqui, como espetáculos e festivais”.
Durante esta nossa passagem pelas Piscinas Municipais de Évora, estivemos à conversa com o nadador-salvador Rogério Silva, que falou um pouco do trabalho realizado no dia-a-dia. Lembrou também algumas das regras de segurança, nomeadamente ao nível dos cuidados para evitar um choque térmico ou na utilização das pranchas para saltos.
E são precisamente as pranchas que fazem as “delícias” dos mais novos. Com as crianças e jovens que fomos falando, essa foi uma tónica dominante: muitos referiram que aquilo de que mais gostam são os saltos nas pranchas.
Por sua vez, a monitora Elsa Marcos, do programa Okupa.te, um campo de férias para crianças entre os 6 e os 12 anos, promovido pela Câmara de Évora, destacou as muitas iniciativas realizadas, não só ao nível da piscina, mas também outras atividades desportivas, lúdicas, pedagógicas e culturais.
Além das piscinas de Évora serem frequentadas por muitos campos de férias, quer promovidos pela câmara municipal, quer por outras instituições e entidades, esta infraestrutura é também um “escape” para os habitantes locais e, ao mesmo tempo, para os turistas que procuram a cidade.
A esse nível, Carlos Pinto de Sá adiantou que “o turismo tem vindo a crescer na nossa cidade”, ressalvando que “temos capacidade para receber mais turistas”.
Acrescentou que, “naturalmente, pretendemos que seja um turismo compatível com os nossos monumentos e a nossa história”.
O autarca admitiu que “há sempre impactos negativos, mas o turismo tem vindo a deixar muitas verbas em Évora, que têm permitido dinamizar a atividade económica”.
Outro dos pontos focados na entrevista foi o Artes à Rua, realçando o edil que este evento permite que “as pessoas do nosso território tenham acesso à cultura, independentemente dos rendimentos que possuam”.
A par disso, destacou que “promove a animação do centro histórico e da cidade, ao mesmo tempo que atrai visitantes”, explicando que “no Artes à Ruas há oferta segmentada que atrai diferentes públicos”.
Tempo ainda para focar a candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027. A esse respeito, o presidente da autarquia esclareceu que “estamos a terminar a primeira fase deste processo, em que concluímos que a candidatura tem viabilidade, e estamos agora a preparar o processo de elaboração da própria candidatura”.
Fez questão de frisar que “esse processo vai ser aberto e queremos uma participação ativa das pessoas na construção da candidatura”.
Carlos Pinto de Sá confessou que “para nós a candidatura é importante, mas mais importante do que isso é
o trabalho que se faz à volta da candidatura e da promoção cultural de Évora”, garantindo, contudo, que “estamos a apostar para ganhar”.