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José Calixto salienta importância de receber especialistas do setor

Valorização da vinha e do vinho de Reguengos de Monsaraz à escala mundial

Integrada numa ampla programação anual da Cidade Europeia do Vinho 2015, vai realizar-se a partir de hoje (14/10) e durante o dia de amanhã, no auditório municipal, a Conferência Internacional da Vinha e do Vinho. Neste evento, onde vão ser abordadas várias temáticas, nomeadamente a viticultura, a enologia, o enoturismo, o marketing e a comercialização, marcam presença muitos especialistas de diversas áreas. O presidente da C

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redação D.S.

14 Outubro 2015

Qual é a importância para o município receber esta conferência internacional?

Este evento tem a máxima importância porque conseguimos ter, aqui, no nosso concelho e no âmbito da Cidade Europeia do Vinho, algumas visões de toda a cadeia de mercado do vinho, do marketing, da análise de mercados emergentes, de oportunidades de negócio a nível mundial, das boas práticas ao nível das grandes zonas vitivinícolas do mundo. São visões que espero que nos alarguem os horizontes. A produção total deste concelho, quase 30 milhões de litros por ano, é uma produção que necessita de um constante trabalho de valorização da venda. Se o produto for bom há um potencial de crescimento de margem através de uma lei básica da economia que é a lei da oferta e da procura. Quando nós procuramos mais ‘procura’, obviamente que a oferta fica mais escassa e conseguimos valorizar o produto.

E é isso que se quer que saia desta iniciativa? A promoção dos vinhos do concelho?

Sim, o objetivo desta conferência é fazer chegar o nome dos vinhos de Reguengos de Monsaraz aos quatro cantos do mundo, através de pessoas com estórias de vidas ligadas a este setor, sobretudo na América e na Europa. Mas, além disso, é proporcionar que esse conhecimento que é detido por muitos especialistas fique à disposição dos nossos produtores, não só de Reguengos, mas de todo o Alentejo que vão participar nesta conferência e que já ascende às duas centenas.

Isso significa, uma vez mais, um forte impacto sobre a economia deste território, quer ao nível da restauração, quer ao nível do alojamento?

Claro que sim. Durante este ano, que decorre a efeméride da Cidade Europeia do Vinho, constatámos, por diversas vezes, que a capacidade hoteleira do concelho teve que ser complementada com Évora, com Elvas e com Beja. Esta conferência será mais uma dessas ocasiões. Quero aqui salientar que as estatísticas dizem-nos que o crescimento de visitas turísticas ao concelho atingiu, de janeiro a agosto, uma subida de cerca de 22 por cento. Isto é significado de um trabalho que está a ser feito.

Impressionar líderes de opinião
para entrar em novos mercados

Esta conferência tem, para além das apresentações e troca de experiências, uma componente social de visita a pontos estratégicos do concelho e do setor. Pode dizer-se que é mais uma forma de ajudar a “vender” os vinhos?

Temos programado no programa social da conferência várias visitas aos enoturismos do nosso concelho. Esta é uma estratégia para que muitos grupos fiquem interessados nestes locais, possam voltar e ajudar a promover aquilo que sabemos fazer bem que é o vinho. No entanto, para além desta ação de charme temos um enfoque mais especial e com maior assertividade para algumas pessoas que são líderes de opinião em determinadas áreas e mercados.

Para esses experts o que vai ser feito para os impressionar ainda mais?

Vamos ter uma operadora turística especializada a organizar programas sociais específicos para os peritos que vêm de determinados mercados. Ou seja, nós temos a consciência que o nosso território ajuda a vender vinho e, portanto, vamos causar sensações positivas a essas pessoas. Assim, essa operadora vai criar condições para que uma especialista americana possa chegar a Monsaraz e ter um grupo de teatro a recebê-la e a causar-lhe uma sensação de uma visita medieval à vila. Passear pelas ruas e, em determinado sítio da localidade, poder ouvir e ver um cante coral. Enfim, uma série de situações vão ser criadas para valorizar ainda mais o nosso território. Isso é dirigido às pessoas que sabemos o peso que a sua opinião tem em certos mercados onde queremos entrar.

Cidade Europeia do Vinho 2015 aproxima-se do fim com saldo “bastante positivo”

O presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz lembra que a efeméride Cidade Europeia do Vinho 2015 caminha a passos largos para o seu término, em fevereiro de 2015. No entanto, José Calixto faz já um pré-balanço, afirmando que há indicadores que apontam para o “sucesso”.
Aos dados ao nível da restauração e das dormidas, o autarca junta as opiniões que são veiculadas pelos produtores e que “são muito positivas” e a dinâmica do enoturismo. E exemplifica: “Temos o caso de um enoturiosmo que apostou em Monsaraz com uma loja de vinhos e, hoje, claramente, a maior loja desse promotor, mesmo considerando um outro espaço que tem em Évora”.
Para o edil, tudo isto são sinais e pistas que “nós vamos intensificando à medida que a Cidade Europeia do Vinho começa a aproximar-se do fim”.
José Calixto anunciou que o município vai contratualizar a Universidade de Évora para a elaboração de um trabalho científico sobre como decorreu a Cidade Europeia do Vinho 2015 em Reguengos de Monsaraz. “Há que lembrar que a candidatura foi feita com a prata da casa. E os eventos mais marcantes que se passaram em Reguengos e os menos marcantes, que passaram despercebidos aos reguenguenses, conseguiram colocar os nossos vinhos em circuitos onde não existiam”, frisa.

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