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Diario do Sul
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Norberto Patinho fala de “tempos de mudança”

Deputado é candidato à distrital do PS e garante novo hospital em Évora

Está assumido na primeira pessoa. Norberto Patinho é candidato à liderança da Federação Distrital de Évora do PS nas eleições agendadas para os dias 4 e 5 de Março.

26 Janeiro 2016 | Fonte: Redacção D.S.

“Julgo que tenho o perfil para assumir o cargo nesta altura e resolvi anunciar a minha disponibilidade após sentir um movimento que se gerou por parte de camaradas meus”, justificou numa entrevista ao “Diário do Sul”, onde abordou ainda os primeiros tempos como deputado eleito pelo círculo eborense, destacando que o ambicionado hospital regional vem mesmo aí e que até poderá haver novidades para breve.

No que baseia a sua candidatura à liderança do PS em Évora?

Entendo que reúno as condições para avançar nesta fase da vida política. Penso que o meu perfil, currículo e capacidade de diálogo, juntamente com a minha determinação, convicções e passado no PS podem constituir uma mais valia para ajudar o PS a cumprir os seus compromissos.

Que PS se exige nesta altura do campeonato?
Exige-se um PS coeso e mobilizado no apoio determinando ao governo, o que é da maior importância na ajuda ao cumprimento do nosso programa. Em tempos difíceis é preciso o partido estar unido. Temos que ter um partido forte e capaz de fazer valer as opções que tomou para ajudar a mudar o país após quatro anos de austeridade que nos foram impostos.

Ainda assim, este mandato que se aproxima coincide com a preparação das eleições autárquicas. Está preparado?
É outro dos motivos fortes para a minha candidatura. A minha experiência a nível autárquico pode ajudar. A boa relação com militantes, independentes e simpatizantes poderá ser um importante contributo para assumir candidaturas fortes em todo o distrito de forma a termos projetos muito concretos e propostas ganhadoras que afirmem o PS em todos os concelhos do nosso distrito.

Pensa já em recuperar algumas autarquias que o PS tenha perdido recentemente?
Por isso falo numa aposta forte no próximo ciclo autárquico, com o partido unido para apresentar candidaturas ganhadoras em todos os concelhos do distrito. Serei um colaborador das concelhias e dos nossos excelentes e exemplares autarcas num trabalho que nos permitirá dar um contributo importante e decisivo para o desenvolvimento da região.

E como pensa unir o partido, conhecidas que foram algumas divergências recentes entre militantes no distrito?
As divisões são normais dentro dos partidos, onde há pessoas que tomam opções diferentes e que têm projetos diferentes mesmo dentro do campo que nos une. Encaro algumas divergências com naturalidade, mas estou determinado a contribuir para a unidade dos militantes do PS e dos independentes que eu reconheço como parte integrante do património do partido. Ninguém é dispensável neste momento difícil que o país atravessa. Será com uma grande mobilização que cresceremos ainda mais pois foi assim que chegámos à condição de maior partido do distrito.

Tem condições de anunciar uma porta aberta ao diálogo caso chegue à liderança do PS?
Sim. Considero ter as condições necessária para lançar as pontes entre todos. Manter a mobilização, chamar à vida partidária aqueles que têm estado menos motivados, recuperando para uma militância mais participativa militantes que por diversos motivos se têm afastado.
Promover a renovação natural, como sempre aconteceu no PS, envolvendo novos protagonistas que temos de grande qualidade, sem dispensar a experiência de grandes referências locais, regionais e nacionais das quais tenho o maior orgulho.
Reforçar a abertura do PS à sociedade dando continuidade a um caminho onde fomos pioneiros, promover o debate e a reflexão procurando valorizar o potencial individual dos militantes e simpatizantes na apresentação de propostas concretas de intervenção são objetivos da minha candidatura.
Tenho um estilo de liderança muito particular que sempre utilizei no meu percurso quer profissional quer politico. Sou firme e determinado nos meus princípios, nas minhas convicções e objetivos, mas gosto de ouvir os outros e de me deixar influenciar. Está na minha maneira de ser: unir, lançar pontes, promover o diálogo, estimular a critica e a participação, ouvir, aceitar a diferença de opinião. Tenho essa capacidade para reunir todos em nome de um projeto e de um futuro melhor para o distrito e para as suas gentes.
Já atingi a minha realização pessoal, é o momento de sem qualquer ambição escondida, qualquer desejo de protagonismo, colocar a minha disponibilidade e todo o meu empenho ao serviço do Partido Socialista e da minha região.

Entretanto a sua vida segue em Lisboa, como deputado na Assembleia da República. Leva alguma prioridade em carteira?
A minha prioridade é representar bem a região, dando um contributo forte para esta mudança que se está a operar no país com um programa de Governo suportado na Assembleia da República por uma nova maioria. Pelo Partido Socialista e por outros partidos que, não fazendo parte da governação, têm contribuído para a valorização e enriquecimento do nosso programa.

E onde é que entra o projeto do futuro hospital regional de Évora, a principal bandeira eleitoral do PS no distrito na campanha para as legislativas?
É uma situação que me tem ocupado bastante nestes dois meses de atividade. Foram diversos os contactos que tive com membros do Governo e é para mim gratificante poder dizer neste momento que foram dados passos muito importantes por parte do Ministério da Saúde, em articulação com outros ministérios, como o das Infraestruturas e Planeamento, no sentido de termos para breve um novo hospital em Évora. Isto é muito importante depois do governo anterior ter suspendido todo o processo iniciado e desenvolvido pelos últimos governos do PS.

Há prazos definidos?
Será uma realidade durante esta governação. O ministro tem um plano que vai para além do Hospital de Évora, dando uma resposta global a todo o Alentejo na melhoria de cuidados médicos na região. Aliás, quarta-feira na comissão parlamentar onde esteve presente assumiu a concretização deste nosso grande objetivo, que é nacional. Vai, claramente, ser um passo no sentido de atenuar os efeitos negativos das assimetrias entre litoral e interior, dando melhores condições de devida aos alentejanos que vivem nesta zona mais desfavorecida.

Daí também a importância das questões sociais. O que está em marcha que possa vir a ter impacto nesta região?
Estamos a retomar aquilo que foi um processo interrompido pelo último Governo, como a reposição dos direitos sociais, a reposição dos vencimentos e das pensões de reforma, a reversão das sobretaxas sobre impostos, a continuação das intervenções nas nossas estradas. Muitas das nossas promessas estão neste momento a ser alvo de um trabalho paralelo à atividade parlamentar com ministros e secretários de Estado. O objetivo é que num curto espaço de tempo possamos ter deliberações e decisões no sentido de assumirmos estes compromissos de honra na última eleição.

Como tem sido a relação entre partidos de esquerda após o acordo?
Os partidos têm a sua identidade, mas mantiveram sempre uma atitude muito responsável de quem coloca em primeiro lugar os interesses das pessoas e as suas necessidades. Todos têm realizado um esforço para encontrar os denominadores comuns que permitam ao país voltar à normalidade depois de quatro anos austeridade que muito penalizadores foram para os portugueses.

O que é regressar à normalidade?
É normal que as pessoas recebam os seus salários e pensões por inteiro sem cortes, é normal que existam impostos sem sobretaxas, é normal não retirar medidas sociais às pessoas com mais dificuldades. Mas também é normal que a nossa escola prepare os alunos para o sucesso educativo e não os treine para um exame e que por esse motivo existam apenas exames para certificar o fim de um ciclo de aprendizagens.
Por muito que custe aos partidos da direita, este governo e o primeiro ministro, contrariamente aquilo que eles fizeram, está a cumprir o prometido promovendo a Mudança.

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