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Diario do Sul
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Presidente do Conselho de Administração, Manuel Carvalho em entrevista

Hospital do Espírito Santo de Évora é um dos cinco melhores a nível nacional

Quinze unidades do Serviço Nacional de Saúde estavam nomeados para o Top 5 dos hospitais portugueses, o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) foi um dos vencedores. Como explicou o presidente do Conselho de Administração do HESE, Manuel Carvalho, para cada categoria (em função da dimensão, variedade e complexidade da casuística) estavam nomeados três candidatos e foi apurado um vencedor, entre os quais o de Évora. O rank

Maria Antónia Zacarias

29 Dezembro 2014 | Fonte: Redação D.S.

Qual é a importância de receber um prémio como este?

Claro que receber um prémio é sempre relevante, mas a verdadeira importância deriva do que ele significa. E, de facto, este trabalho de comparação entre hospitais é feito tendo em conta realidades semelhantes. Isto é, na metodologia deste trabalho, os hospitais nacionais foram agrupados em vários conjuntos de hospitais com realidades semelhantes, onde foram avaliadas a qualidade e a eficiência, entre outros parâmetros. Tendo em conta que nestes indicadores ficámos bem posicionados, temos razões para estarmos satisfeitos.

Como se procedeu a selecção?

Médias de internamento, complicações, mortalidade, readmissões, custos por doente tratado foram os indicadores de qualidade que foram avaliados, sendo que são os mais utilizados neste tipo de estudos em todo o mundo. Assim, no grupo dos grandes hospitais (grupo E) estavam nomeados os centros hospitalares do Porto, de S. João e de Lisboa Central. O Centro Hospitalar do Porto (que integra os hospitais de Santo António e Joaquim Urbano e o Centro Materno-Infantil) foi considerado o melhor. Entre os hospitais de nível B, o de Barcelos foi premiado, suplantando o Hospital Distrital da Figueira da Foz e o Centro Hospitalar de Póvoa de Varzim/Vila do Conde, que também estavam nomeados. No grupo C, o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga ficou em primeiro lugar, seguido do Hospital Beatriz Ângelo e do Centro Hospitalar de Tâmega e Sousa. O Hospital do Espírito Santo (Évora) foi distinguido no grupo D, onde também estavam nomeados os hospitais de Braga e Garcia de Orta (Almada).

Pensa que os utentes do HESE têm conhecimento do prémio que coloca este hospital entre os melhores cinco a nível nacional?

É algo que deve fazer parte das nossas preocupações conseguir transmitir estes sinais que são a prova do resultado do esforço que temos vindo a desenvolver ao longo dos anos. Contudo, o desafio de qualquer instituição de saúde pública, como é o Hospital de Évora, é conseguir com os recursos que tem, proporcionar os melhores cuidados de saúde. É mais ou menos evidente o grande percurso que o hospital teve nos últimos anos, quer em termos quantitativos – onde teve um grande aumento de actividade - quer no aumento da carteira de serviços. Aqui destaco a cardiologia de intervenção, a radioterapia, a oncologia, a unidade de cuidados intensivos cardíacos, a unidade de AVC’s, enfim, uma série vasta de serviços que foram colocados em funcionamento no hospital.

Pensa que este prémio vai dar mais confiança aos doentes que a ele acorrem?

Eu penso que é sempre importante para o utente ter confiança nas instituições onde se dirige. Essa confiança pode ser adquirida de várias formas, uma delas é com a melhoria constante do acesso a esta instituição. Nesse sentido, podemos garantir que temos uma melhoria muito substantiva, ao longo destes anos, no acesso aos cuidados de saúde neste hospital. Por outro lado, penso também que o facto da avaliação da actividade e trabalho realizado nesta instituição ser uma avaliação positiva, é também um dado importante para que os nossos doentes tenham confiança no HESE.

Após este reconhecimento, quais são as ilações que retira?

Mais do que propriamente manter uma qualidade ou posicionamento, estes estudos são muito importantes não só para mostrar aquilo em que estamos bem, mas também aquilo em que não está tão bem. O resultado é uma avaliação global, de média, mas nessa avaliação global, existem aspectos onde nós estamos bem e outros que temos que melhorar. Importa fazer uma reflexão sobre os resultados do próprio estudo porque ele nos ajuda a identificar aquelas áreas onde é necessária maior intervenção para obtermos mais melhorias.

Que áreas são essas?

Percebemos precisamente neste estudo que temos que ter muita atenção à média de internamento que tem que ser melhorada. Embora entendamos que estamos no bom caminho, assumimos que ainda temos algumas melhorias a fazer. Pois há que salientar que quanto menor for o tempo de hospitalização, maior é a eficiência da instituição.

Quais são os desafios para este hospital para 2015?

O Hospital do Espírito Santo de Évora ainda precisa melhorar o acesso dos utentes. Temos algumas especialidades onde, sobretudo, por dificuldade de recrutamento de médicos no interior, temos dificuldade em garantir o acesso adequado a todos os utentes. Também temos tido muita instabilidade no conjunto de recursos necessários para assegurar a urgência, sendo esta uma área em que temos que trabalhar. De resto, eu penso que o desafio, neste momento, mais do que propriamente crescer é conseguirmos consolidar os ganhos que obtivemos e tornarmo-nos, cada vez, mais eficientes, ou seja, conseguirmos melhores resultados com os mesmos recursos ou mesmo com menos recursos. Afinal, é essa a regra que tem sido prática no nosso país nos últimos anos.

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