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Será que a indústria de casinos irá ganhar ou perder com a eleição de Trump?

30 Junho 2017 | Publicado : 18:28 (30/06/2017) | Actualizado: 18:31 (30/06/2017)

Donald Trump é um conhecido apoiante da indústria dos casinos em que ele mesmo já chegou a ter alguns no seu património. Além disso, Trump sempre disse que os Estados Unidos e todos os outros governos não eram inteligentes por não aproveitar os impostos e empregos que esta indústria podia gerar, especialmente, com a legalização dos casinos online. Ele inclusive já tentou abrir um casino online, com os tradicionais jogos de slot machines, que acabou por não resultar na altura. Isto para dizer que este poder ser um dos setores em que a eleição do novo presidente dos Estados Unidos torna mais incerta em termos de política interna.

Isto porque, se por um lado Donald Trump foi, entre muitas coisas, sempre patriótico e protecionista no seu discurso, o que lhe valeu muitos votos, por outro lado ele tem também uma agenda própria. Ou seja, se de um lado estão pessoas que Trump conhece e deverá querer favorecer ou agradar, isso também significa que, como em todos os outros setores e mercados, o favorecer o mercado online acaba por prejudicar os mercados tradicionais ou físicos. Aí reside o problema da questão, uma vez que, se isso acontecer, cidades que fazem do jogo o seu cartão de visita e que chamam milhões de turistas, bem como, empregam milhares de pessoas e trabalhos americanos como Trump faz questão de realçar, pode tudo estar em risco com essa legislação. Este é um dos muitos dilemas numa das diversas áreas em que há muita incerteza e fica tudo na expectativa, uma vez que, nunca se sabe com o que contar vindo de Trump.

Contudo, para a grande maioria das pessoas, esta é apenas uma questão menor que a eleição de Trump traz. Isto porque, o discurso racista, ofensivo, agressivo e as atitudes de cortar relações com diversos parceiros estratégicos coloca as relações internacionais e a política externa bem no topo das incertezas e prioridades do seu governo. Trump continua a defender que a indústria americana tem que voltar, mas isto é algo que pode fechar portas no futuro, interna e externamente. Em primeiro lugar, porque ao apostar na indústria americana automóvel, por exemplo, é verdade que relança algumas fábricas e marcas históricas, no entanto, num país que está perto do pleno emprego essa medida poderá não fazer assim tanta diferença. A juntar a isso, o facto de cortar relações unilateralmente e de forma abrupta com indústrias estrangeiras, limita as possibilidades de exportação, bem como, mesmo a nível interno será interessante perceber quem está disposto a pagar mais pelo mesmo bem, apenas porque é americano. Nas relações externas e movimentações militares está o grande problema de Trump e veremos até que ponto ele consegue levar avante tudo o que prometeu.

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