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Mais de uma dezena de grupos “espalharam” a magia na noite de Reis

Évora “cantou” as Janeiras

A iniciativa, associada à quadra natalícia, terminou na Praça do Sertório, em frente aos Paços do Concelho, onde os grupos se reuniram encerrando a edição deste ano dos Cantos de Janeiras.

08 Janeiro 2016 | Fonte: Redacção D.S.

As Uniões das Freguesias de Évora (Centro Histórico), Bacelo/Senhora da Saúde, Malagueira/Horta das Figueiras e a Câmara Municipal de Évora voltaram a organizar, esta quarta-feira, Dia de Reis, os Cantos de Janeiras, uma iniciativa que contou com a participação de treze grupos, que cantaram em mais de uma dezena de locais da cidade.

Vozes do Imaginário, Grupo de Cante do Centro de Dia da CME, Coral Évora, Grupo Coral da Casa do Povo de Canaviais, Grupo Coral de S. Brás do Regedouro, CORUÉ (Coro da Universidade de Évora), Cantadeiras da ARPIFSS, Cantares de Évora, Grupo de Cantares Regionais Vozes do Alentejo, Grupo Pastores do Alentejo, Os Amigos da Malagueira, Grupo Coral da ARPIFHF e Coro Polfónico da EboraeMvsica foram os grupos envolvidos.

A iniciativa, associada à quadra natalícia, terminou na Praça do Sertório, em frente aos Paços do Concelho, onde os grupos se reuniram encerrando a edição deste ano dos Cantos de Janeiras.

Tradição

“As Janeiras” ou “Cantar as Janeiras” é uma tradição em Portugal que consiste na reunião de grupos, homens e mulheres, que se passeiam pelas ruas no início do ano, cantando de porta em porta e desejando às pessoas um feliz ano novo.

Supõe-se que esta tradição está relacionada com cultos pagãos, desenrolando-se no mês do deus romano Jano, de Janua, que significa Porta, Entrada. Esta figura da mitologia romana, representada com duas caras, encontra-se fortemente ligada à ideia de entrada, mas muito em especial, à noção de transição, de conhecimento do passado e do futuro.

A origem da tradição de cantar as Janeiras não se pode, contudo, dissociar-se da penúria em que as pessoas viviam encontrando nesta, e noutras manifestações semelhantes, a forma de obterem uma dádiva, principalmente vinho e alimentos dos senhores abastados, sem que com isso se sentissem humilhadas.

Por isto, cantavam as Janeiras num misto de religiosidade, atendendo à época em que são cantadas, e de ironia e mordacidade sempre com um apelo à dádiva de comes e bebes. No decorrer das cantorias eram invocados os nomes do dono e da dona da casa, e de alguma outra figura que tivesse preponderância familiar.

Hoje em dia a tradição consiste num grupo de amigos ou vizinhos que se juntam, com ou sem instrumentos, no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: pandeireta, bombo, flauta, viola, etc. Depois de o grupo feito, e de distribuídos as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança. Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras – petiscos.

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