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JSD Évora denuncia estado degradado do Skate Parque e CME aponta solução

Jovens não têm equipamento para prática de desportos radicais

Numa ação de avaliação das condições estruturais dos equipamentos desportivos da cidade, a Comissão Politica Concelhia da Juventude Social Democrata de Évora deparou-se com uma situação que considera prejudicial e danos.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

07 Abril 2016

Trata-se do Skate Parque, situado no Bairro de Nossa Senhora do Carmo (Horta das Figueiras), adequado às modalidades como o skate, patins ou manobras de bmx. Face à situação emitiu um comunicado no dia 24 de fevereiro e o espaço já foi vedado pela Câmara Municipal. Contudo, o presidente, Carlos Pinto Sá fez questão de lembrar que esta é uma situação que vem do mandato anterior socialista, garantindo que o executivo está a equacionar fazer um novo parque assim que houver disponibilidade financeira para tal.

A presidente da Distrital de JSD, Ângela Caeiro, explicou que, neste momento, este é o único espaço da cidade onde os praticantes das modalidades referidas podem desenvolver as suas capacidades, “encontrando-se os equipamentos parcialmente destruídos, pela evidente e notória ausência de qualquer tipo de manutenção e acompanhamento técnico do desgaste progressivo dos equipamentos”.

A seu ver, não só se torna virtualmente “impossível” a prática destas modalidades pelo “avançado” estado de degradação de “todas as rampas inseridas” no espaço, como se torna a entidade responsável pelo espaço, “autarquia de Évora, cúmplice naquilo que poderá ser um eventual acidente com crianças ou jovens com ou sem a supervisão dos respetivos titulares”.

A dirigente adiantou que a JSD defende que a prática de atividade física regular assume um papel importante na promoção de um estilo de vida saudável, facilitando não só o desenvolvimento social das camadas mais jovens, mas proporcionando-lhes também uma forma de ocupação e divertimento nos tempos livres. “Assim, a forma como as autarquias gerem e intervêm nos equipamentos desportivos públicos deveria requerer uma constante monitorização e consequente avaliação da qualidade que estes espaços oferecem aos seus munícipes, nomeadamente no que toca aos estratos juvenis”, frisou. E acrescento: “Até que exista um despacho a ministrar o controlo da situação, a JSD Évora não se coibirá de denunciar estes flagelos e criar condições para uma juventude eborense com mais e melhores condições em todos os níveis”.

Entretanto, a questão foi apresentada pelo deputado municipal do PSD, Nuno Leão, na Assembleia Municipal de dia 29 de fevereiro. Na altura, de acordo com JSD, o presidente da Câmara respondeu que “não tinha conhecimento do estado deste equipamento desportivo, mas que ia tomar medidas para resolver o problema e o certo é que depois disto, o espaço foi vedado”.

No Conselho Municipal de Segurança de Évora, no dia 15 de Março, o comunicado foi também entregue ao presidente da Câmara e a questão foi novamente falada. “Congratulamos a autarquia pela decisão, mas queremos saber quando será solucionado o problema?”, sustentou.

Câmara está
a equacionar uma nova localização
para o equipamento

O presidente da Câmara Municipal de Évora fez questão de salientar que esta situação de degradação não é nova. “Está assim antes deste mandato, tendo por isso atuado no sentido de minorar os problemas identificados com a interdição do espaço para garantia da segurança dos jovens”, sublinhou.

Carlos Pinto Sá avançou que o executivo equacionou a hipótese de intervir e proceder à recuperação do equipamento, “mas tendo em conta os custos elevados que nos foram solicitados, não se justifica que se faça porque a construção de um novo revela-se mais adequado”.

Face a esta situação, o autarca anunciou que a edilidade está a tentar encontrar uma solução, estando em vista uma nova localização, “numa zona contígua à existente, numa zona verde, capaz de acolher a instalação de um novo skate parque”.

No entanto, o presidente da Câmara de Évora explicou que a construção de um novo espaço tem igualmente custos elevados “que devido à conhecida situação financeira da autarquia não pode ainda ser feito. Num curto prazo não nos vais ser possível fazer ainda este investimento”.

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