Diario do Sul
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Intervenção custa seis milhões de euros

É considerada a estrada mais perigosa do Alentejo mas só terá obras para o ano

Ainda não será em 2015 que as obras irão avançar no IC1, entre Alcácer do Sal e Grândola, segundo a empresa Estradas de Portugal (EP). A via é considerada como sendo uma das estradas mais perigosas do Alentejo, devido à quantidade de rodeiras e buracos, tratando-se de uma das estradas mais movimentadas da região, por fazer a ligação entre Lisboa e Algarve. A empreitada está orçada em 6 milhões de euros.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redação D.S.

03 Junho 2015

A informação de que a obra não vai avançar até final de 2015 foi avançada pela própria EP durante uma reunião com o presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes, a pedido da empresa para apresentação do projeto de recuperação do IC1. Uma intervenção – que vai terminar junto à rotunda que faz a ligação ao IC33 e A12 - reclamada há vários anos e que tem estado na origem de uma de protestos entre autarcas, empresários, moradores e automobilistas.

“Não é admissível que passado todo este tempo, e depois de todas as diligências levadas a cabo pelas autarquias do Litoral Alentejano, o Governo tenha escolhido uma solução que escondeu das autarquias e das populações e que não resolve a situação”, sublinhou o autarca, lamentando os atrasos da recuperação da estrada que considera “essencial” para o concelho e para a região, mas que se encontra em avançado estado de degradação. “Tenderá a agravar-se se a intervenção não avançar antes do próximo inverno, aumentando, ainda mais, o risco de acidentes”, acrescentou o edil.

Ao longo dos cerca de 20 quilómetros de estrada, entre Alcácer do Sal e Grândola, não faltam testemunhos de acidentes, alguns graves, nem de manifestações contra o estado da via, onde cada vez há mais buracos, exibindo rodeiras ameaçadoras para quem vai ao volante.

A Comissão de Utentes saiu recentemente à rua para uma marcha-lenta, com o propósito exigir ao Governo “que promova, com carácter de urgência, as necessárias obras de reabilitação de todo o troço rodoviário que liga estas duas importantes e estratégicas cidades do Litoral Alentejano”, referiu Manuel Rocha, garantindo que “os cidadãos do Litoral Alentejano e em particular dos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola, têm vindo a sofrer, de alguns anos a esta parte, com as inaceitáveis e revoltantes condições de degradação e insegurança da via».

A Câmara Grândola recorda ainda que há mais de um ano que aguardava por uma reunião com a EP, para analisar a situação do IC1, mas também soluções para o Bairro do Isaías, cruzamento para Santa Margarida da Serra, ligação AREAL – Carvalhal e Nó do Lousal. “À exceção da apresentação do projeto de recuperação do IC1, todos os restantes assuntos ficaram sem qualquer resposta”, lamenta a autarquia, levando António Figueira Mendes defender que “é necessário continuar a lutar por melhores acessibilidades para a nossa região”, disse o autarca.

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