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Diario do Sul
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Alerta dado pela Resgate

Crise de nadadores salvadores nas praias do Litoral Alentejano

O alerta parte do presidente da Associação de Nadadores Salvadores do Litoral Alentejano (Resgate): “Estamos com falta de pessoas para salvar vidas este verão. Até ao momento não temos como responder às necessidades das 12 praias e das duas piscinas”, admite António Mestre, revelando que precisa de 44 operacionais, mas ainda só estão inscritos 25. Ou seja, a associação tem hoje um défice de 19 elementos.

Roberto Dores

18 Junho 2015 | Fonte: Redação D.S.

“Para o concelho de Odemira – que abre a época balnear a 15 de junho – vamos precisar de 12 e isso será fácil de resolver, porque já cá os temos. O grande problema será o dia 27, quando vamos ter que responder ao resto”, refere o dirigente, admitindo que se não arranjar nadadores salvadores em número suficiente tenciona comunicar isso à Capitania de Sines, para que seja esta a arranjar alternativas.

António Mestre admite que não tem uma resposta concreta para tão grande falta de salva-vidas na região, admitindo que alguns dos jovens que se dedicam a vigiar praias ainda estão nas escolas, outros arranjaram trabalho a tempo inteiro, alguns como nadadores salvadores e piscinas privadas, enquanto outros poderão não ter tirado a licença devido ao preço do curso (150 euros).

“É difícil entender esta dificuldade em arranjar jovens, até porque as condições que damos são boas. Além do salário, oferecemos subsídio de alimentação, de formação e quilómetros. Pagamos o seguro e horas extras até 75%. Damos o equipamento completo. Mas nem assim”, lamenta.

Este ano “rompe” com a tendência das últimas épocas balneares, quando as praias da região conseguiram assegurar vigilância, uma vez que a crise e o desemprego viriam a “empurrar” muita gente para os cursos de nadadores salvadores, segundo presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, Alexandre Tadeia.

Recorde-se que por causa de vários anos de crise, chegaram a ser contratados salva-vidas brasileiro para os postos de vigilância das praias, tratando-se de elementos pertencentes a uma tropa especial, que foram recrutados diretamente das praias brasileiras na sequência de um protocolo celebrado entre Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e a Associação Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).

A maioria destes salva-vidas apresentam-se como militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar brasileira, embora também haja civis com formação feita na Polícia Militar, garantindo Galhardo Leitão, presidente do ISN, que “há vários anos que defendíamos este intercâmbio, porque os nossos nadadores recebem a experiência dos salvadores brasileiros cuja formação é quase um curso de tropas especiais”, admite este responsável, reportando-se à formação de 600 horas contra as 130 ministradas em Portugal.

Desde 2012 que os recursos humanos foram sendo suficientes, como “muitos desempregados, entre os quais pessoas licenciadas, que tiraram os cursos de nadadores salvadores numa tentativa de arranjarem emprego no verão”, tendo-se chegado a uma situação em que “nenhuma associação de nadadores salvadores teve falta de elementos”, segundo Alexandre Tadeia.

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