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Garantia dada pelas Infraestruturas de Portugal

Estrada entre Alcácer e Grândola vai ser reparada para o ano

Tem sido tantas vezes notícia que é legítimo considerar a requalificação da estrada entre Alcácer do Sal e Grândola como estando entre as obras mais reclamadas no Alentejo. Mas agora é preto no branco. A intervenção vai avançar em 2016. Os cerca de 20 quilómetros de estrada esburacada, onde as rodeiras se avolumam há anos entre os dois concelhos, são os mais movimentados da região – ligam Lisboa ao Algarv

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redação D.S.

14 Outubro 2015

Ainda assim, António Ramalho ainda não arrisca uma data de conclusão das obras, uma vez que a empreitada só irá para o terreno depois da estrada reverter para a empresa IP. Desde 2009 que a concessão é das Estradas da Planície e há cerca de três anos que a degradação da via “disparou”. Não têm faltado acidentes, sobretudo, despistes provocados pela dimensão das lombas, nem manifestações em marcha-lenta a pedir a reparação do IC1.

“Esta estrada é das que está em piores condições na região e com grande ondulação. Necessita muito de ser intervencionada”, sublinhou ao “Diário do Sul António Ramalho, acrescentando que a requalificação ficou prevista no plano de revisão, que reduziu para metade o orçamento das várias obras nas estradas da região, baixando de 2 mil milhões para mil milhões de euros. “O contrato com o concessionário termina dentro de 25 anos, mas dentro do acordo que fizemos agora foi possível fazer a reversão destes contratos para podermos dar resposta a estas questões”, explicou o presidente das IP.

Apesar de ser das estradas de maior tráfego no Alentejo, o troço que liga Alcácer do Sal a Grândola (IC1) é a perfeita antítese do que deveria ser uma via segura. São largos quilómetros de alcatrão esburacado, com bermas impróprias, devido às rodeiras, que chegam a impedir os automobilistas de encostar em segurança. A trepidação ao volante ilustra o perigo numa zona de frequentes acidentes, onde uma extensa reta convida a acelerar, aumentando o risco de despiste contra os muitos pinheiros que ladeiam esta estrada nacional de acesso ao Algarve.

Contudo, para reduzir custos as IP cortarem algumas das obras que estavam previstas, como foi o caso da A26 que deveria ligar Grândola a Beja, mas que irá ficar por Santa Margarida do Sado, ainda antes de Ferreira do Alentejo. Os autores do plano de reestruturação consideraram que “não justificava” ir mais além. Os cerca de 5 mil veículos que diariamente circulam na Estrada Nacional 259, vão ter que continuar a utilizar a mesma via. “Não se justifica uma autoestrada com menos de dez mil carros por dia. Se pensarmos que a média de transferência da estrada para a autoestrada quando é portajada (como estava previsto), varia entre os 25 a 30%, concluímos que teríamos aqui menos de 2 mil veículos. Isso não existe”, justifica António Ramalho, garantindo o troço com cerca de 12 quilómetros vai ficar gratuito.

Já a empreitada para o IC33, entre Santiago do Cacém e Grândola, surge na lista das IP com o rótulo de “investimento condicionado”, orçados em 40 milhões de euros, que não está previsto para avançar antes de 2017. Isto porque a prioridade na região está dada à ferrovia e só depois da estrutura ferroviária estar montada, os técnicos vão tentar perceber se a obra se justifica em função do tráfego rodoviário. “Se a ferrovia continuar a movimentar 90% do tráfego em Sines, não há justificação para uma intervenção tão pesada naquele troço”, resume António Ramalho.

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