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Diagnóstico feito em parceria com a Esdime e a Terras Dentro

ERT do Alentejo e Ribatejo apresentou Guia Técnico de Acessibilidade do Destino Turístico

O Guia Técnico de Acessibilidade do Destino Turístico, promovido pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, foi apresentado em Évora, no Hotel Vila Galé.

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redacção D.S.

08 Janeiro 2016

Este diagnóstico dá a conhecer as condições de acessibilidade ao nível turístico existentes no Alentejo e no Ribatejo, tendo este trabalho sido desenvolvido em parceria com duas associações de desenvolvimento local, a Esdime e a Terras Dentro.

Para fazer esta “radiografia” foram aplicados cerca de 1000 questionários, em 58 concelhos das duas regiões. A informação agora disponibilizada permite saber os pontos em que é mais premente intervir no sentido do Alentejo e do Ribatejo serem destinos turísticos mais acessíveis.

À margem da sessão realizada em Évora, António Ceia da Silva, presidente da Turismo do Alentejo e Ribatejo, contextualizou a importância deste guia.

“Um destino turístico hoje em dia não se constrói apenas com promoção e com marketing, há toda uma componente de valorização e qualificação do destino que enobrece as suas características, nomeadamente no que diz respeito às questões da acessibilidade”, frisou o responsável.

Referiu ainda que “há um turista que cada vez tem mais idade e que felizmente pode fazer férias, mas que, por vezes, tem problemas de acessibilidade”.

Nesse sentido, Ceia da Silva reforçou que “nós temos de construir o destino percebendo quais são de facto as insuficiências que o destino tem na área da acessibilidade, tendo sido isso que se fez com esta avaliação”.

Conhecer a realidade
para melhorar
as acessibilidades

Depois desse trabalho, o mesmo responsável defendeu que “agora é necessário passar à acção”, lembrando que “todos os agentes, desde as autarquias aos empresários, poderão aproveitar este quadro comunitário no sentido de melhorar a acessibilidade aos monumentos, aos museus, aos hotéis ou às unidades de turismo rural, por exemplo”. Para conhecer melhor as potencialidades do Guia Técnico de Acessibilidade do Destino Turístico, falámos com Isabel Benedito, da Esdime - Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste, e com Manuela Fialho, da Terras Dentro, que coordenaram o projeto de elaboração deste documento.

De acordo com Isabel Benedito, “o guia, por um lado, é destinado aos empresários e às entidades que desenvolvem a atividadeturística”.
Acrescentou também que “foi feito um trabalho muito aprofundado de identificação daquilo que são as condições básicas para o acesso a esses locais e recursos turísticos por todas as pessoas, independentemente da sua condição e, por isso mesmo, o ‘feedback’ que resulta desse diagnóstico está a ser dado a conhecer a esses empresários e instituições”.

A representante da Esdime salientou ainda que “a outra componente do guia, que é também fundamental, é informar a pessoa que quer utilizar qualquer um dos recursos turísticos, seja alojamento, restauração, animação turística, museus, entre outros, quais são exatamente as condições que esses locais têm, se existe algum tipo de condicionalismo que impossibilita o acesso a qualquer um dos recursos”.

Para Isabel Benedito, “apesar de existirem algumas condições que podem ser melhoradas, o que importa ressaltar é a adesão dos agentes, quer públicos, quer privados, a este projeto que assenta numa área que é estratégica para o desenvolvimento do turismo no Alentejo e Ribatejo”.

Por sua vez, Manuela Fialho realçou que “com este guia o que se fez foi uma radiografia das condições de acessibilidade dos equipamentos turísticos, duma amostra que foi escolhida com base numa série de critérios e com a colaboração das autarquias”, focando que “foram aplicados cerca de 1000 questionários, em 58 concelhos do Alentejo e do Ribatejo”.

Na sua perspetiva, “tornar um destino acessível tem de ser um trabalho de cooperação entre todos os agentes, das diferentes áreas”, considerando que “o facto de termos ido ao terreno e de termos contactado com muitos atores, permitiu também sensibilizá-los para esta questão”.
A outra coordenadora do guia, Isabel Benedito, evidenciou também que “a mais-valia das duas associações de desenvolvimento local estarem envolvidas no processo é, não só conhecerem esta realidade, como o facto de terem uma experiência prévia no âmbito da cooperação transnacional por via do anterior programa Leader, de apoio ao desenvolvimento rural”.

Precisou ainda que “como gerirmos esses instrumentos financeiros de apoio ao desenvolvimento rural, podemos contactar os agentes no sentido de informar sobre os meios financeiros que podem ser aproveitados para tornar mais acessíveis os locais”.

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