Diario do Sul
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Controlo de natalidade

Captura dos gatos de Troia vai começar

O plano de acção para controlar a natalidade dos gatos de Tróia vai arrancar em breve, com a captura e esterilização dos animais entre as quatro colónias que estão identificadas na zona urbana, segundo avançou o próprio veterinário municipal de Grândola, Pedro Sobral. De resto, é precisamente nesta zona que residem os principais receios das autoridades e moradores face ao frequente aparecimento de carraças e pulgas que

Roberto Dores

22 Dezembro 2014 | Fonte: Redação D.S.

Esta acção já deveria ter sido levada a cabo antes da última época balnear, tendo ficado decidida após uma reunião que teve lugar há cerca de um ano entre a Câmara de Grândola, Troiaresort e o grupo de voluntários “Gatos de Tróia”, que vão acompanhar toda a operação no terreno.

Os gatos vão ser recolhidos com recurso a armadilhas que já estão em Tróia, devendo começar a ser colocadas em locais estratégicos ainda este mês para dar início à captura dos animais. A operação ainda não tem prazo nem estimativa de orçamento, por não se saber quantos animais habitam entre as quatro colónias identificadas. “Isto não se vai resolver em dois ou três meses. Não sabemos de quanto tempo vamos precisar. Não conseguimos dizer se num mês apanhamos 20 ou apenas um”, admite o veterinário.

Pedro Sobral avança que os animais que revelarem ter contraído algum tipo de doença infecto-contagiosa serão abatidos e só os que forem saudáveis vão ser devolvidos ao habitat, pelo que o Inverno é considerado pelo veterinário como a época ideal para pôr em marcha este processo.

“O pós-operatório é mais complicado no Verão para estes animais quase selvagens, porque a cirurgia demora mais tempo a sarar e podem apanhar uma bactéria. Com o frio, ficam menos exposto e a ferida sara por si só”, explica, depois da proliferação de gatos assilvestrados em Troia ao longo dos anos ter sido motivo de acesa polémica, sobretudo ao nível das redes sociais, onde os defensores dos animais têm vindo a denunciar maus-tratos e o abate de exemplares, imputando responsabilidade à administração do Troiaresort, que refuta qualquer tipo de acção contra os animais.

As armadilhas são caixas com comida, cuja porta é fechada assim que o animal entra no seu interior, sendo que o veterinário já lançou o apelo a quem regularmente alimenta os felinos, no sentido de que nos próximos tempos não sirvam comida caseira, mas apenas ração. Pedro Sobral acrescenta que, por serem curiosos, os gatos são mais fáceis de cair nas armadilhas do que os cães, por exemplo. Mas o facto de estarem habituados a viverem afastados das pessoas levanta a incógnita em torno do sucesso da operação.

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