Diario do Sul
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Esta sexta-feira, dia 18 de Setembro, em Portalegre

A música como instrumento de reabilitação psicossocial

Colóquio em Portalegre sobre a importância da musicoterapia na reabilitação de pessoas com problemas de saúde mental

17 Setembro 2015

“A música como instrumento de reabilitação psicossocial” é o tema de um colóquio que se vai realizar já esta sexta-feira, dia 18 de Setembro, no auditório do Conservatório Regional de Portalegre.
Esta iniciativa – que contará com um painel de oradores qualificado, bem como diversas actuações musicais – integra-se num dos eixos estratégicos do Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016, que tem como objetivos a promoção da Saúde Mental e o Combate ao Estigma, e que este ano se centraliza no Alentejo.
Pablo Vidal, argentino a residir há vários anos em Portugal, musicoterapeuta na Associação de Reabilitação, Apoio e Solidariedade Social, de Évora, é um dos especialistas que irá participar neste colóquio. Segundo ele, a musicoterapia tem um papel muito importante na reabilitação psicossocial porque “ao trabalhar com a linguagem não-verbal consegue responder aos casos mas profundos em que a comunicação apenas se faz de sons, gestos e movimentos.”
“Em termos gerais a musicoterapia tem efeitos benéficos ao nível cognitivo, intelectual, emocional, físico e de comunicação, seja verbal ou não verbal”, refere Pablo Vidal, reforçando a necessidade da existência em Portugal de uma formação de base em musicoterapia.
“Neste momento em Portugal só há pós-graduações em Musicoterapia na Universidade Lusíada em Lisboa, pelo que seria fundamental pensar na criação de uma formação de base já que a musicoterapia, pelos resultados alcançados, é uma área com um grande futuro em Portugal e no mundo”, diz.
A sessão desta sexta-feira terá intervenções de abertura da presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Adelaide Teixeira e do Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, Álvaro de Carvalho, a que se seguirá a conferência de Pablo Vidal intitulada “Saúde Mental e Cultura”.
O painel do debate será composto por Jorge Pendas, maestro do Coro “Som da Rua” da Casa da Musica do Porto, António Miguel Teixeira, maestro do Coro do Hospital de Magalhães Lemos, do Porto, e Luís Oliveira, neuropsicólogo da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares, de Lisboa, tendo como comentador: António Casa Nova, subdiretor da Escola Superior de Saúde de Portalegre e, como moderador, Armando Jorge Silva, diretor do Conservatório Regional de Portalegre.
Este dia dedicado à música na reabilitação das pessoas com problemas de saúde mental começa com a atuação do Grupo de Cantares Populares da Casa de Saúde da Idanha (Lisboa) e do Grupo Coral da Associação Mental do Algarve (Faro), entre as 10 e as 12 horas.
O início do colóquio está previsto para as 14 horas.
A organização desta iniciativa é da responsabilidade do Programa para a Saúde Mental da Direcção-Geral de Saúde, com o apoio da Câmara Municipal de Portalegre, do Conservatório Regional de Portalegre e da Escola Superior de Saúde de Portalegre.

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