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Diario do Sul
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REPORTAGEM

China: a pérola e o dragão do oriente

* O jornalista viajou de 19 a 29 de janeiro, a convite da Associação Portuguesa de Imprensa, que vem promovendo periodicamente a ida de editores para aquele País, em parceria com a Ibera Universal da China.

Autor :Múcio Aguiar*

05 Fevereiro 2019

A China é sem dúvida um dos melhores destinos para visitar. A diversidade de experiências promete uma viagem inesquecível por sua originalidade e cenários do moderno ao milenar. As opções são diversas. Nosso roteiro começou em Xangai. Shanghai, na forma escrita inglesa, é a maior cidade da República Popular da China e uma das áreas metropolitanas maior do mundo, com população de cerca de 24 milhões de habitantes. Localizada na costa central da China oriental, na foz do rio Yangtze, a cidade é um destino turístico famoso por seus marcos históricos, como o Bund, o Templo Cidade de Deus, o moderno e em constante expansão centro financeiro de Pudong, onde está localizada a famosa Torre Pérola Oriental, e por sua nova reputação como um centro cosmopolita cultural. O maior centro comercial e financeiro na China continental, Xangai tem sido descrita como o grande exemplo da pujança da economia chinesa. As estações mais agradáveis são a primavera que não tem padrões climáticos fixos, e o outono, que é geralmente ensolarado e seco.

Seguindo para a cidade de Ningbo, ao leste da Província de Zhejiang, é um dos três maiores centros econômicos daquela região. Com rica herança cultural e uma longa história, Ningbo abriga sítios arqueológicos do neolítico e a mais antiga biblioteca privada da China, o Pavilhão Tianyi. As pessoas em Ningbo há muito tempo cultivam uma tradição de respeito aos intelectuais e de valorização da educação. Ao mesmo tempo, Ningbo é também um importante porto marítimo no extremo sul do Grande Canal da China, um dos pontos de partida da Rota da Seda Marítima, que liga a cidade a mais de 600 portos e mais de 100 países e regiões do mundo. Ningbo é famosa também como terra natal de muitos chineses no exterior. A Confraria de Ningbo do exterior tornou-se um importante elo de ligação entre Ningbo e outras partes do mundo.

A terceira cidade do nosso destino, Hangzhou é conhecida por seus monumentos históricos e belezas naturais, também considerada como uma das cidades mas bonita da China. Apesar de Hangzhou ter passado por muitas reestruturações urbanas recentemente, ela ainda mantém os seus patrimônios históricos e culturais. Hoje, o turismo continua a ser um fator importante para a economia de Hangzhou. Um dos pontos turísticos mais populares de Hangzhou é o lago Oeste, um Patrimônio Mundial da UNESCO. A paisagem cultural de West Lake inclui alguns dos mais notáveis ??lugares históricos e paisagísticos de Hangzhou. Ao lado do lago a um espaço cênico que inclui monumentos históricos, sítios culturais, bem como a beleza natural do próprio lago e das montanhas, incluindo a Phoenix Mountain.

Seguindo para Yiwu, ao leste da China, é conhecida por seu grande mercado de "bugigangas" quem alimentam os mercados de todo o mundo. O governo chinês criou um grande centro logístico para facilitar as exportações, que são enviadas para o porto de Ningbo e assim enviadas mundo afora. Ideal para compras em razão da diversidade de produtos e preços baixos.

Entre dois penhascos no Parque Hongya, a ponte de vidro mais longa do mundo, com 488 metros de extensão e suspensa a uma altura de 218 metros, suporta furacões de força 12, a maior na Escala de Beaufort. Localizada em Zhejiang, a cidade entrou no mapa do turismo de aventura, seja pela ponte ou pelas rotas de descida pelo vale, que acompanha as cascatas de uma cachoeira. Porém, é antes de atravessar a ponte que está o encanto, um vilarejo cuja arquitetura milenar nos convida para reflexão – um hotel local permite ao viajante pernoitar alguns dias e ao pé de uma arvore milenar replanejar a vida, ao som da harmoniosa da flauta chinesa.

Seguindo viagem, Longquan, cuja etimologia é "primavera de dragão" é uma cidade do antigo condado sob a administração da cidade de Lishui no sudoeste da Província de Zhejiang. Famosa por suas espadas e cerâmicas celadon – ambas são consideradas as melhores da China, desde a dinastia Song até sair de moda durante a dinastia Ming. Na cidade é possível visitar o Museu Celadon que retrata a fabricação e a história da cerâmica. As espadas produzidas em Longquan são famosas entre os artistas marciais, a produção moderna atualmente é liderada pela oficina “Shenguanglong”, aberta para visitação, cuja tradição remonta até o vigésimo ano de Guangxu – dinastia Qing.

Última cidade do nosso roteiro, Qingtian ou “campo azul” foi a cereja do bolo. Conhecido a partir de 711 dC, possui ricos arrozais e uma paisagem natural digna de filmes hollywoodianos. De paisagem montanhosa, chegamos em Qingtian durante a Festa da Primavera, sua população simpática envolta a danças, ópera e apresentações circense comemorava também a chegada de um Novo Ano, representado pelo Porco – que significa a perseverança e as qualidades humanas.

A China com mais de 9.5 milhões de quilômetros e uma população estimada de 1.44 bilhões de habitantes é sem dúvida um destino turístico para fazer parte do roteiro de todo viajante. Andado pelas paisagens e muralhas, visitando seus templos, parques e museus ou saboreando sua peculiar culinária a pujante China é um tesouro a ser descoberto como a lenda que diz, no início, não havia nada além do vazio. Do vazio crio-se um ovo negro que foi chocado por dezoito mil anos. Dentro do ovo, Yin, Yang e Panku que juntos coexistira em estado de unicidade por todo tempo. Panku determinado rompeu o ovo e criou o Universo. Yin, pesado, foi para baixo e criou a Terra. Yang, mas leve, subiu e formou o Céu. Com braços abertos Panku segurou o Céu e a Terra, da sua respiração nasceu o vento, dos olhos o Sol e a Lua. Do seu corpo as montanhas e de seu sangue os rios. Sua barba formou arbustos e plantas e florestas nasceram. A China sem dúvida encantará o mundo.

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