Diario do Sul
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Universidades de Évora e de Macau juntas em projetos de tradução e de património

Relações podem abrir portas a parcerias com empresas chinesas

A Universidade de Évora e a Universidade da Cidade de Macau assinaram dois memorandos de entendimento para parcerias nas áreas do património cultural - que implica a criação de uma cátedra na universidade alentejana no valor de cerca de 50 mil euros - e da informática centrada num sistema de tradução por computador de chinês-português e vice-versa.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

11 Abril 2019

A reitora da Universidade de Évora sublinhou a importância deste estreitamento de laços, também ao nível das relações económicas, com o presidente do Conselho da Universidade da Cidade de Macau, Chan Meng Kam.

As duas universidades estão a colaborar na criação de um laboratório de tradução automática chinês-português. O projeto foi apresentado na primeira conferência sobre inovação de conhecimento entre a China e os países de língua portuguesa e latino-americanos. O que vai distinguir este novo sistema de tradução de outros já existentes como, por exemplo, o Google Translate, é a introdução e utilização de informações específicas do chinês e português.

“Já estamos a começar, por exemplo, na parte do ‘machine learning’ (a máquina automática de tradução) já temos o laboratório”, frisou Ana Costa Freitas. A comprovar-se esta abordagem, os primeiros resultados deste novo sistema de tradução devem aparecer no final do ano.

No que concerne à área do património cultural, com a criação da cátedra será “possível financiar estudos sobre a herança cultural comum entre Macau e Portugal, com o envolvimento do Laboratório HERCULES da UÉ”, explicou a reitora. E avançou: “A realização de cursos de verão, de turismo ou de arquitetura paisagista, na academia alentejana, recebendo alunos macaenses, podem ser outros exemplos de colaboração com a universidade privada de Macau.

Instado sobre se o laureado mostrou interesse em investir no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), após o ter visitado, o vice-reitor Soumodip Sarkar explicou que “sendo o PACT a entidade de interface entre as instituições de ensino superior e as demais unidades de I&D da região Alentejo, por um lado, e o mercado por outro, a visita realizada teve como principal objetivo partilhar experiências com aquelas instituições macaenses no âmbito dos mecanismos de transferência do conhecimento e da tecnologia, tendentes a maximizar a sua apropriação pelo mercado”.

O diretor do PACT admitiu que a Universidade da Cidade de Macau possa ser uma nossa “embaixadora” naquela região e uma ponte para o estabelecimento de futuras parcerias com empresas chinesas. “O PACT, no âmbito da sua estratégia de internacionalização, tem como prioridade atrair investimento chinês à região, tendo já, eu próprio, me deslocado por diversas ocasiões à China com este propósito”.

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