Diario do Sul
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Feira Medieval recuou até 1383

Regresso aos dias de luta do passado quando o Condestável recuperou Portel a Castela

O contexto de crise passa-se entre 1383 e 1385. Decorria o reinado de D. João I. Portel estava nas mãos dos espanhóis depois do alcaide Fernão Gonçalves de Sousa ter tomado partido por Castela.

29 Setembro 2016

Reza a história que em novembro de 1384 no desenvolvimento da campanha alentejana pelas forças do Condestável (Nuno Álvares Pereira) um padre da vila ajudou as tropas portuguesas a recuperar o castelo, abrindo as suas portas.

Eis o ponto de partida que marcou a Feira Medieval de Portel, onde o regresso ao passado permitiu reviver, cortejos, torneios de armas a cavalo, espetáculo de malabares de fogo, mercado à época, música sarracena e danças mouriscas ou exposição de armas e falcoaria. Não faltou um camelo.

“Esta aposta começou com as comemorações dos 750 anos do Castelo de Portel e do primeiro foral”, explica o presidente da Câmara, José Manuel Grilo, aludindo à carga histórica que caracteriza a vila. “É importante que as pessoas conheçam a história da terra, a sua identidade, o que foi Portel”, destacou o edil ao “Diário do Sul”, admitindo ser este um caminho mais curto para perceber parte do presente.

Uma espécie de incentivo à resiliência coletiva. “Naquele tempo como hoje, passávamos por dificuldades e tivemos que ir à luta. Hoje o nosso problema maior é o desemprego e a desertificação. É contra isso que devemos continuar a lutar sem baixarmos os braços, procurando ajudar crianças, jovens, idosos e a população mais desfavorecida”, insistiu o autarca, para quem a feira medieval é mais um gancho rumo ao futuro.

“Esta aposta também vai dar alguma animação turística a Portel, ajudando a criar um destino turístico ao nosso Alentejo”, acrescenta o autarca, destacando a aposta forte do município numa estratégia anual que permita ir “desenrolando” eventos em várias áreas. “No fundo, queremos que as pessoas que nos visitem nestas iniciativas fiquem com vontade de regressar cá num outro evento”, diz, alertando ainda para o foco na promoção em torno do grande lago de Alqueva.

As noites foram animadas com as recriações históricas de maior relevo: A convocatória aos cavaleiros vilões, ajuramentação de vassalagem a D. João, Mestre de Avis, Regedor e Defensor do Reino, o juízo de Deus, contenda entre os partidários de D. Beatriz e de D. João com cortejo pelas ruas do burgo. Também foi recordado o arauto que anunciou que o El Rei D. João I tinha mandado restaurar as portas do castelo, tendo ainda sido revivido o assédio ao castelo pela hoste de D. Nuno Álvares Pereira. Houve festejos e folguedos da vitória.

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