Diario do Sul
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Campanha 2016/2017 já começou em algumas zonas do nosso território

Alentejo contribui com mais de 50 por cento para a produção nacional de azeite

A apanha da azeitona já começou no Alentejo, em algumas zonas, e há operadores internacionais a visitar olivais no nosso território para comprar centenas de toneladas de azeite a preços convidativos. Maior produção e melhor qualidade são as expetativas para a colheita deste ano.

Maria Antónia Zacarias

17 Outubro 2016 | Publicado : 11:17 (17/10/2016) | Actualizado: 11:18 (17/10/2016) | Fonte: Redacção D.S.

O representante do Centro de Estudos e Promoção do Azeites do Alentejo (CEPAAL), Gonçalo Tristão, salientou que atualmente, a produção do Alentejo já ultrapassa mais de 50 por cento da nacional e espera-se que possa aumentar ainda mais nos próximos anos resultantes das novas plantações de olival.

O mesmo responsável afirmou que na campanha 2016/17, e tal como o jornal “Expresso” apontou, há negócios a serem feitos e as ofertas de preços variam entre os 3,2 e os 3,5 euros por quilo, acima do preço médio praticado do ano passado no azeite virgem, que foi negociado nos 3,1 euros/kg. O mesmo jornal escreveu que Espanha e Itália foram os países que mostraram interesse em comprar a produção do Alentejo, ou parte dela, com a azeitona ainda nas árvores.

“O Alentejo tem sabido, nos últimos anos, melhorar a quantidade e a qualidade das nossas azeitonas e dos nossos azeites, tendo por isso passado a sermos fornecedores da exportação, isto é, conseguimos satisfazer as necessidades a nível nacional e internacional”, garantiu.

Gonçalo Tristão anunciou que é esperada, nesta campanha, que Portugal atinja as 100 mil toneladas de azeitona, o que significa que sejam ultrapassadas as nossas necessidades de consumo nacional. “A região Alentejo já ultrapassa mais de 50 por cento da produção nacional, devido aos olivais que foram sendo plantados”, justificou. E acrescentou: “Mantendo-se esta tendência haverá, daqui a quatro ou cinco anos, um maior contributo da nossa região a nível nacional”.

O representante do CEPAAL adiantou que a campanha está a iniciar-se, notando-se uma tendência para apanhar a azeitona menos madura para contribuir para um azeite de melhor qualidade.

No Alentejo, os olivais que têm surgido em redor de Alqueva, nomeadamente nos últimos dez anos, são os de regadio e que são os mais modernos que existem. Os mais antigos mantêm-se de sequeiro, preservando a tradição do olival.

O interesse crescente por este setor assenta, de acordo com o “Expresso”, e corroborado por Gonçalo Tristão, na quebra previsível na produção mundial, no facto de Portugal ser o país mais precoce a colocar azeite no mercado e, por último, na qualidade crescente dos azeites nacionais, sobretudo dos alentejanos.

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