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Diario do Sul
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Novo mercado

Produtos à base de carne de porco já podem ser exportados para o Chile

Roberto Dores

17 Outubro 2016 | Fonte: Redacção D.S.

A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) revela que Portugal já está habilitado a exportar produtos à base de carne de suíno para o Chile, adiantando que, conforme informação transmitida pelas autoridades chilenas, os operadores interessados em exportar estes produtos para aquele país “devem ser previamente registados na Base de Dados do Serviço Agrícola e Pecuário Chileno”. Uma notícia que beneficia também os produtores alentejanos.

Para procederem ao registo, as empresas interessadas deverão contactar as Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária da sua Região (DSAVR), a fim de lhes ser disponibilizado o Formulário de Registo criado para o efeito.

A DGAV adianta ainda que os operadores interessados deverão devolver o formulário preenchido à DSAVR da sua área de influência até ao dia 24 de Outubro.

Segundo o ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Florestas, liderado por Capoulas Santos, a abertura do mercado chileno constitui mais uma alternativa para a produção nacional. O ministro alerta que “a suinicultura nacional sofreu bastante com o embargo russo e também com a redução drástica das exportações para Angola e Venezuela, dois mercados igualmente importantes para a produção nacional”.

O titular da Agricultura avançou ainda que neste momento o ministério procura negociar a abertura “de mais de duas dezenas de mercados às exportações nacionais”, tendo em perspetiva “fortes estímulos” para que os produtores nacionais prossigam também os seus esforços de internacionalização.

Recorde-se que os suinicultores têm vindo ao longo dos últimos tempos a promover várias ações de luta pelo país, com concentrações junto de algumas grandes superfícies comerciais, visando mobilizar a opinião pública para a importância de consumir carne nacional. O porta-voz João Correia, justifica que este mercado representa cerca de 600 milhões de euros em Portugal e neste momento estão 200 mil postos de trabalho em risco iminente.

O caderno reivindicativo foi entregue no início deste ano ao ministro da Agricultura, Capoulas Santos, onde estava ainda incluído um pedido no sentido do governante pressionar a Comissão Europeia para que iniciasse rapidamente reuniões técnicas com as autoridades russas, de forma a pôr fim ao embargo russo à carne de porco europeia. Também a exigência da “assinatura urgente” do contrato de exportação da carne de porco portuguesa para a China e para a Coreia do Sul consta da lista.

O setor debate-se há algum tempo com a falta de escoamento perante a concorrência que chega do exterior e que já obriga a vender abaixo do preço de custo, o que tem provocado perdas de 40% do rendimento. Às perdas, devido ao excesso de produção de outros países europeus (caso da Espanha), junta-se o embargo da Rússia, país importador da carne nacional.

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