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Região precisa de mais assalariados

Bombeiros aumentam no Alentejo e voluntários estão em larga maioria

A região tem um total de 2153 bombeiros – 1560 voluntários e 593 assalariados – sendo a maioria homens entre os 30 e os 50 anos. Mais de metade tem o 9.º ano de escolaridade, ou menos, e trabalham nas corporações espalhadas pelo Alentejo.

17 Outubro 2016

Eis o perfil atual dos bombeiros dos três distritos alentejanos, cujo número tem vindo a aumentar nos últimos anos, com a chegada dos mais jovens, segundo as estatísticas do Ministério da Administração Interna (MAI).

Ainda de acordo com o mesmo documento, Portalegre tem o maior número de bombeiros no ativo, com um total de 790 (641 voluntários e 149 assalariados), Évora 691 (523 – 168) e o Baixo Alentejo reúne 672 (396 – 276).

O presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Évora, Inácio Esperança, começa por admitir que os bombeiros “nunca são suficientes”, mas os que existem na região têm dado conta das solicitações.

“Até têm dado um bom contributo no combate aos incêndios e outras tragédias que ocorreram fora do nosso território”, refere o mesmo responsável, reconhecendo que seriam necessários mais assalariados, alegando que faz falta gente nos quarteis habilitada a responder a algumas emergências entre as 08.00 e as 20.00 horas. “As pessoas cada vez trabalham mais longe. Hoje não há postos de trabalho fixos e, quando toca a sirene, os bombeiros, muitas vezes, não sabem o que fazer, porque não estão lá e até podem estar a dezenas de quilómetros”, justifica.

Inácio Esperança congratula-se, ainda assim, com alguns passos que cinco concelhos do distrito já deram neste sentido. “Gostávamos que houvesse muitos mais, porque isso é essencial para um bom serviço e há outros concelhos interessados, como Reguengos ou Portel”, acrescenta, avançando que neste momento estão a chegar muitos jovens às corporações alentejanas. Em contraciclo com a tendência de um passado bem recente.

Este número revelado pelas estatísticas, segundo o presidente da Liga de Bombeiros, é suficiente e uma prova de que não existe crise no voluntariado. “O voluntariado está bem e recomenda-se. A crise que existe, e é profunda, é ao nível dos poderes públicos que, por vezes, não compreendem a importância das estruturas de socorro”, sublinha Jaime Marta Soares.

Ainda segundo as estatísticas agora tornadas públicas, mais de um terço (35%) dos bombeiros voluntários têm pouca experiência no terreno, tendo entrado há menos de seis anos para as corporações. Ainda assim, Jaime Marta Soares recusa a ideia de que possa haver inexperiência nos quartéis, justificando que o ingresso obriga a formações técnicas “muito exigentes”, além de que os elementos mais jovens “são acompanhados, nos teatros de operações, por bombeiros mais velhos e experientes”.

Outro dado curioso mostra que 14% dos bombeiros já têm mais de 50 anos, embora a faixa etária que conta com mais elementos é a dos 31 aos 50 anos, idade de quase metade do total de bombeiros.

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