Diario do Sul
Portugal2020

Encerramento das comemorações dos 25 anos da EPRAL

“Continuamos com a missão de servir os jovens, a região e os empresários do Alentejo”

A Escola Profissional da Região Alentejo (EPRAL) encerrou as comemorações dos 25 anos de existência, no passado sábado, em Évora, onde estiveram presentes mais de 400 ex-alunos, professores e colaboradores.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

17 Outubro 2016

Para a presidente da Fundação Alentejo, de que a EPRAL foi a primeira valência, este momento de encontro foi o culminar de um trabalho feito em prol da região, nomeadamente, ao nível da formação de muitos que escolheram esta escola para obter os conhecimentos para o início do seu percurso profissional. Fernanda Ramos congratulou-se com o papel que a EPRAL tem desenvolvido ao longo destas duas décadas e meia, garantindo que, apesar das vicissitudes, continuará a fazer de tudo para contribuir para uma formação de qualidade dos jovens alentejanos.

A fundadora da EPRAL e presidente da Fundação Alentejo fez um balanço positivo destes 25 anos de existência desta escola. “Têm sido uma experiência invulgar porque, ao longo destes anos, nós tivemos oportunidade de conhecer muita gente, de ter o apoio dos jovens, das famílias, de podermos crescer com eles e de fazer com que eles crescessem connosco”, afirmou.

Fernanda Ramos salientou que, durante este período, foram formados quase 5500 jovens. Hoje, alguns deles são licenciados, mestres e doutorados, outros são profissionais “excelentes e de sucesso. Foi muito bom ter trabalhado com eles, foi com eles e para eles que idealizámos este projeto”, frisou.

Consciente de algumas vicissitudes que têm ocorrido, a mesma responsável sublinhou, contudo, o esforço de muitas pessoas. “Chegámos a ser a maior escola profissional do país. Tivemos novo pólos, 1200 alunos por ciclo de formação e podemos orgulhar-nos de termos uma taxa de empregabilidade acima dos 75 por cento”, referiu. E acrescentou: “Numa região como a nossa, do interior, parece-nos que temos trabalhado bem. Os professores e o pessoal não docente tem como missão servir os jovens, a região e os empresários que querem apostar no Alentejo”.

Atualmente, e tendo em conta a taxa de natalidade ser muito baixa, bem como à diversificação do ensino profissional na escola pública, “a EPRAL tem tido menos alunos”. Quando ela nasceu, recordou, foi uma aposta de modelo alternativo, “mas a partir de 2004 ou 2005 em que as escolas públicas começaram a fazer a mesma oferta que nós, começámos a ter algumas dificuldades”. Neste momento, os pólos de Elvas e Estremoz estão desactivados, mas em Évora “continuamos a ter muitos alunos. Em Setembro entraram mais oito turmas, o que equivale a cerca de 240 alunos”, frisou a dirigente.

Taxa de empregabilidade
acima dos 75 por cento

Olhando para o futuro, Fernanda Ramos disse esperar reforçar o modelo de aprendizagem e tentar ter uma oferta o mais coerente possível com as necessidades da região e do tecido empresarial existente.

Quanto ao jantar que animou pela noite dentro todos os participantes que se juntaram para agradecer o que a EPRAL fez e continua a fazer por eles, Fernanda Ramos agradeceu a todos a confiança que mostraram ter neste projeto pedagógico. E deu vários exemplos: “Quando circulamos pelo Alentejo, pelo país, pela Europa e mesmo pelo mundo, é interessante encontrarmos sempre um rosto que passou por nós. Eu cheguei em Março deste ano, a Angola e no avião onde eu ia estava um ex-aluno de Áudio e Vídeo que estava a rodar uma telenovela e encontrei também um outro ex-aluno que era formador numa escola de hotelaria”. A seu ver, isto é um sinal de que “os nossos alunos receberam uma boa formação e estão plenamente realizados, o que é muito gratificante para todos”.

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