Diario do Sul
Twitter rectangular

ERT Alentejo / Ribatejo espera que processo esteja concluído em 2020

Certificação do destino assenta na qualificação da oferta turística

Qualificar todos os equipamentos e serviços do destino Alentejo e Ribatejo é o objetivo central desta região que quer ser a primeira portuguesa e a segunda da Europa, depois de Espanha, com a “Certificação Biosphere”, classificando toda a cadeia de valor turística do território.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

21 Outubro 2016

O projeto, que está a ser desenvolvido pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, em conjunto com o Instituto de Turismo Responsável (ITR) foi elogiado pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho. O processo já está em curso e a intenção é que a certificação esteja concluída em 2020, como afirmou o presidente da ERT, António Ceia da Silva que acrescentou que vai ser implementado com financiamento comunitário.

A secretária de Estado do Turismo salientou tratar-se do primeiro Referencial de Turismo Sustentável a ser reconhecido com o estatuto de aprovação pelo Conselho Global de Turismo Sustentável, o principal organismo internacional que rege a atividade turística responsável e sustentável. “É muito positivo e foi um passo à frente que o Alentejo deu no sentido de se tornar num destino sustentável, resultante da capacidade que tem, da qualidade que os turistas reconhecem, conseguindo uma maior projeção internacional”, salientou. E acrescentou: “O Alentejo é pioneiro neste sentido de qualificação da oferta turística”.

Ana Mendes Godinho lembrou que o setor do turismo representa 15,2 por cento em da exportação em Portugal, estando neste ano de 2016 a crescer dez por cento. “Mas tem uma grande capacidade ainda maior para crescer porque estamos a conseguir fidelizar as pessoas que nos visitam”, justificou. A mesa responsável considerou que isto está a ser conseguido pelo facto de estar a ser realizado um trabalho em parceria e uma grande articulação para alcançar-se uma atratividade turística em todo o ano.

Ir ao encontro das expetativas
de um turista cada vez mais exigente

O presidente da ERT evidenciou que esta certificação implica “ajudar a melhorar e a qualificar a oferta, pois obriga todas as áreas, desde o alojamento, à restauração e à animação turística, a cumprirem um conjunto de requisitos”.

António Ceia da Silva apontou que o trabalho de qualificar, de ter uma agenda para a diferenciadora de um turismo “é determinante” porque “temos, hoje, um turista, cada vez mais, informado porque tem mecanismos de informação ao milésimo de segundo e, como tal, os destinos têm que se preparar para isso, isto é, têm que ser excelentes para conseguirem estar ao nível das expectativas”.

“É isso que estamos a fazer com este processo de certificação”, frisou, anunciando que o projeto arrancou com a qualificação dos alojamentos turísticos (este ano), seguindo-se as empresas de animação turística (2017), o turismo em espaço rural (2018) e os equipamentos culturais, como museus ou igrejas (2019).

Contudo, advertiu para o facto de a certificação estender-se não só em termos de sustentabilidade e de questões ambientais, ecológicas e de redução dos custos energéticos, mas também no que toca à gestão de negócio. “Queremos que os hotéis, os turismos rurais, a animação sejam qualificados. Queremos certificar para qualificar”, sustentou e exemplificou: “Os hotéis vão ter uma auditoria a fim de que se verifiquem que condições existem para que possa ser certificado, o mesmo acontece nos museus”.

Projeto financiado por fundos comunitários
espera ter impactos positivos

Para o município de Évora, esta certificação é entendida como uma ferramenta para fazer o levantamento de quais são as dificuldades do setor e, a partir daí, planear e colocar em prática as medidas para a sua correção, o que vai exigir investimentos por parte dos agentes económicos e por parte das entidades públicas”.

O vereador Eduardo Luciano explicou que este processo é fundamental para agir nas várias áreas do setor “para que o turismo tenha uma qualificação efetiva e que não seja mais uma bandeirinha que se coloca no edifício dos Paços do Concelho. O caminho é transformar este projeto num instrumento efetivo para melhorar o destino”.

Recorde-se que foi assinado, entre a Entidade Regional de Turismo e o Instituto de Turismo Responsável, a “Carta de Cooperação para a Certificação”, que tem por base o referencial Biosphere Responsible Tourism, reconhecida pela Unesco, OMT e pelo Global Sustainable Tourism Council.

O projeto é financiado no âmbito do Programa Operacional Regional do Alentejo 2020, Portugal 2020 e União Europeia - Feder.

Dê-nos a sua opinião

Incorrecto
NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.