Diario do Sul
Portugal2020

Cerimónias militares

Exército levou festa, consultas e preocupações a Elvas

O desfile militar ditava, em simultâneo, o momento alto e o encerramento das comemorações do Dia do Exército que animaram Elvas durante todo o fim-de-semana.

25 Outubro 2016

A população reviveu outros tempos da cidade militar e desceu até ao Rossio de São Francisco, junto ao Aqueduto da Amoreira. Mas seriam as declarações preocupadas do chefe do Estado-Maior do Exército, general Francisco José Rovisco Duarte, a marcarem a sessão. Perante a sequência de pedidos de passagens à reserva que comprometem o funcionamento do próprio Exército.

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, que presidiu às cerimónias, acompanhado por Nuno Mocinha, presidente da Câmara de Elvas, ouviu Rovisco Duarte salientar que “ao interesse individual deve ser sobreposto o interesse da instituição”. Uma maneira de deixar claro perante o país que não vai aceitar ver o Exército prejudicado pelas várias passagens à reserva como estão na eminência de ocorrer, alertando que tal poderá criar entraves ao funcionamento administrativo “do ponto de vista da sustentação e da guarnição das unidades”.

Ainda assim, apelou à serenidade, admitindo que é preciso “calma”, até porque haverá alternativas que poderão passar pela “convocação”. Já o ministro da Defesa admitiu ter escutado o alerta “com toda a serenidade”, acrescentando que toma estas preocupações “sempre em consideração”.

Antes da cerimónia, a que até a chuva deu tréguas, a cidade assistiu a várias atividades ao longo de três dias, embora já na quarta-feira tivessem sido iniciadas as consultas e pequenas cirurgias no Viaduto das Merendas, à entrada da cidade. Uma iniciativa em coordenação com a Câmara de Elvas, Administração Regional de Saúde do Alentejo, Hospital de Santa Luzia (Elvas) e o Hospital das Forças Armadas e estrutura de saúde do Exército projetada para Elvas, que permitiu assistir 421 pessoas.

Já no sábado o Jardim dos Combatentes da Grande Guerra acolheu uma homenagem aos ex-combatentes, “numa iniciativa organizada pelo Exército Português para lembrar os que faleceram, pela Pátria, e lutaram com o sacrifício da própria vida”. Também esta iniciativa contou com o chefe de Estado-Maior do Exército e com o presidente da Câmara, enquanto num dos momentos mais aguardados das cerimónias teria lugar a Reprise da Escola de Mafra, com a arte equestre em destaque. O público assistiu a uma apresentação singular de equitação, com saltos, movimentos e outras performances.

À margem
das comemorações

Instado a pronunciar-se sobre os dois processos disciplinares a militares por "indícios da prática de infração disciplinar" no 127.º curso de Comandos, o ministro da Defesa considerou o procedimento “normal”. “Em circunstâncias trágicas como recentemente vivemos, com a morte de duas pessoas e com o risco em que infelizmente estiveram colocadas outras, é normal que quem tenha competência para avaliar esteja a avaliar e tenho a certeza que vai decidir com calma, serenamente, qualquer que seja a decisão”, disse Azeredo Lopes à margem das comemorações do Dia do Exército. O processo de averiguações às circunstâncias da morte de dois instruendos no início do 127.º curso de Comandos, em setembro, "é de natureza secreta até à acusação", segundo o porta-voz do Exército.

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