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Diario do Sul
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Unidade de AVC do Hospital do Espírito Santo de Évora realizou rastreio

Patologia é prevenível e tratável, mas continua a ser a maior causa de morte e de incapacidade

O Acidente Vascular Cerebral é uma emergência médica pelo risco de vida e pela incapacidade que pode deixar. De acordo com o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e conhecidos os dados a nível nacional, o AVC é a maior causa de morte e de incapacidade.

17 Novembro 2016

Uma em cada seis pessoas vai sofrer um AVC ao longo da vida. Contudo, os médicos indicam que pode dizer-se que o AVC é prevenível e tratável. Deste modo, a Unidade de AVC deste hospital, com o apoio da Câmara Municipal de Évora, realizou um rastreio dos fatores de risco à população em que participaram 60 pessoas.

Luísa Rebocho, responsável pela Unidade de AVC do Hospital de Évora afirmou que esta doença previne-se identificando-se e tratando os fatores de risco. Estes são: a hipertensão arterial, a dislipidémia que é um distúrbio nos níveis de lipidios e/ou lipoproteínas no sangue, a diabetes, a obesidade e o tabagismo.

A médica salientou que é fundamental manter uma alimentação saudável, com a redução do consumo de sal, praticar exercício físico, não fumar e controlar os outros comportamentos de risco. “O AVC é tratável se souber reconhecer os sintomas de alerta e atuar de imediato, considerando-o uma emergência. Deve chamar de imediato o ‘112’, que através da Via Verde para o AVC o conduzirá ao hospital”, acrescentou.

Luísa Rebocho explicou que existem três sinais de alerta do AVC: dificuldade em falar, falta de força num braço ou numa perna e ter a boca ao lado. Segundo a especialista, basta um destes três sinais para que o doente deva dirigir-se de imediato ao hospital. “Costumamos dizer que tempo é cérebro, por isso, quanto mais cedo chegar ao hospital, maior a probabilidade dos danos cerebrais serem menores, graças ao uso da medicação recomendada”, alertou.

De acordo com a responsável pela Unidade de AVC do Hospital de Évora, esta unidade possui os quatro níveis de resposta a esta patologia: Via Verde no Serviço de Urgência, para administração de terapêutica específica de fase aguda (Trombólise), sempre que indicado; Unidade de AVC para monitorização e estudo etiológico dos doentes; Serviço de Medicina Física e de Reabilitação que assegura a sua reabilitação e, por último, a Unidade de Convalescença, integrada na Rede de Cuidados Continuados, que assegura a continuação de cuidados destes doentes.

Alertar para os sinais de AVC, mas sobretudo, ajudar a prevenir que tal aconteça foi o grande objetivo deste rastreio - que é já habitual realizar anualmente por esta unidade hospitalar – onde se evidenciou, uma vez mais, a importância de uma vida saudável por parte da população alentejana.

Segundo o Gabinete de Comunicação do HESE participaram nesta atividade cerca de 60 pessoas, tendo esta estrutura também reforçado a ideia de que a prevenção pode ajudar a salvar vidas e que um eficaz e rápido pedido de ajuda por fazer toda a diferença.

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