Diario do Sul
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98.º Aniversário do Armistício assinalado pela Liga dos Combatentes

Évora defende que a história da Grande Guerra deve ser conhecida das novas gerações

Prestar uma justa e sentida homenagem aos mortos da Grande Guerra, cumprindo, assim, o compromisso de manter viva a memória do seu exemplo de dedicação à Pátria foi o objetivo do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes ao reunir-se, mais um ano, no Rossio de São Brás, em Évora, para assinalar o 98.º aniversário do Armistício.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

17 Novembro 2016

Contudo, o presidente deste núcleo, o sargento-ajudante Paulo Pagará salientou que este episódio da história não deve ser esquecido, considerando ser importante que chegue às novas gerações. Uma ideia reiterada pelo presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto Sá, que sublinhou a importância dos valores da paz e resolução dos conflitos estar presente na consciência e vivências dos jovens e dos jovens adultos.

O Dia do Armistício é o aniversário do fim simbólico da Primeira Guerra Mundial em 11 de Novembro de 1918, em que se assinala a rendição da Alemanha perante as forças opositoras. Neste mesmo dia, a Alemanha assinou o documento que pôs fim ao cessar fogo e por consequência à Grande Guerra.

Na cerimónia realizada, na passada quinta-feira, o presidente do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes lembrou todos os que perderam a vida nesta guerra, cerca de nove milhões soldados onde cerca de 20 milhões ficaram feridos. “As baixas civis ascenderam a cerca de dez milhões, sobretudo na Europa, em consequência dos sangrentos confrontos em que a forças portuguesas estiveram envolvidas”, frisou.

O sargento-ajudante Paulo Pagará evidenciou que foram quatro anos de esforço e sacrifício em que milhares de cidadãos portugueses se dispuseram a dar a vida por Portugal nos campos de batalha da Flandres, de Angola e de Moçambique, sem esquecer os que definharam no flagelo do cativeiro, num quadro de extrema miséria e completo esquecimento.

No entanto, lamentou o facto de “nos dias de hoje, a Primeira Guerra Mundial estar praticamente esquecida, ao ponto de muitos de nós e em particular os mais jovens, a confundirem com a Segunda Guerra Mundial ou, quando não é esse o caso, desconheceram até que Portugal participou nela”, avançou o mesmo dirigente.

Face a esta situação, o mesmo responsável considerou que este núcleo tem a responsabilidade de também junto destas gerações mais novas, “lhes passar o testemunho da história que ficou bem patente nos terríveis sacrifícios e nas agruras que os seus antepassados sofreram durante os vários anos de guerra além fronteiras”. E acrescentou: “Que todos juntos continuemos a honrar a memória dos nossos combatentes que valorosa e abnegadamente dignificaram e engrandeceram a pátria mãe”.

Presidente da CM Évora
apelou à preservação
dos valores da paz

Uma ideia que foi reiterada pelo presidente da Câmara Municipal de Évora que frisou que este foi o primeiro grande conflito à escala global, que matou milhões de civis, classificando-o como “um conflito desastroso, em que a humanidade não aprendeu nada”, dando como exemplo a Segunda Guerra Mundial.

Neste sentido, Carlos Pinto Sá avançou que cabe à sociedade “fazer um esforço para que a memória chegue às novas gerações, de forma a que possamos aprender com as lições do passado para que este tipo de conflitos não volte a acontecer”. O autarca afirmou que faz todo o sentido que estas comemorações ocorram “por uma questão de responsabilidade para com as novas gerações”.

O edil de Évora lembrou que tudo atinge maior importância quando assistimos a muitos migrantes que, todos os dias, procurarem melhores condições de vida e a paz, fugindo deste tipo de vivência muito frágil. “Como tal, quero saudar o Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes que, todos os anos, organiza estas comemorações para divulgar os conflitos junto das novas gerações para que possam recusar sempre este tipo de situações que afetam a população. Os valores da paz devem assumir-se, cada vez mais, como pedras basilares da sociedade”, concluiu.

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