Diario do Sul
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Navegadores com Sines na rota ajudam a internacionalizar a região

Foi o berço do navegador Vasco da Gama, o português que ficou célebre por ter descoberto o caminho marítimo para a Índia

01 Março 2017

Foi o berço do navegador Vasco da Gama, o português que ficou célebre por ter descoberto o caminho marítimo para a Índia, mas em breve Sines volta a estar na rota dos grandes exploradores dos mares. A Rendez-vous 2017 Tall Ships Regatta - que percorre 7 mil milhas náuticas transatlânticas, visitando cinco países - tem a primeira perna da regata entre Londres e Sines. Os navegadores ficarão quatro dias pelo Alentejo até seguirem para as Ilhas Bermudas

Veleiros de todo o mundo irão atracar em Sines entre 28 de abril e 1 de maio, abrindo portas a um festival de “terra e mar” para quatro dias de intensa atividade. Estão incluídas visitas às embarcações, desfiles de tripulantes, concertos, fogo de artifício e outras atividades. Tudo à borla.

Aliás, já esta segunda-feira, durante a apresentação do evento, a caravela Vera Cruz, atracada no porto de recreio de Sines, dava pistas do que poderá estar para vir, como destacou o comandante José Inácio, da Aporvela (Associação Portuguesa de Treino de Vela), membro fundador da Sail Training International, líder mundial na organização de regatas e eventos. “A minha presença aqui justifica-se com a experiência que temos neste género de eventos realizados pelo país, do Porto a Setúbal”, sublinhou, alertando para a importância deste certame chegar aos jovens. A Aporvela forma marinheiros em programa de treino.

A possibilidade de receber um evento desta grandeza merece o aplauso de José Luís Cacho, o novo presidente da Administração do Porto de Sines, que está também na organização do Tall Ships Festival. “É um esforço financeiro que estamos a fazer para o país”, sublinhou, avançando que já há entidades privadas associadas à organização do evento. “Esperemos que mais entidades privadas se associem”, insistiu, considerando serem importantes para o bom desempenho deste projeto, destacando ainda a influência que isso terá “no turismo e na valorização do porto de Sines”.

A mesma opinião é partilhada pelos presidentes da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, e Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas. Ceia da Silva reconheceu não ter sido fácil trazer o evento para as águas profundas do Litoral Alentejano, muito dependente dos apoios comunitárioas (ver caixa), elogiando o entendimento entre os vários organismos que tornaram isso possível. “É um evento com capacidade de internacionalização para a região”, disse o dirigente, admitindo que o turismo vai colher frutos depois dos bons resultados dos últimos anos.

“O nosso turismo subiu mais do que em Lisboa. Subimos sempre dois dígitos. Houve um investimento global nos últimos sete anos na região de mais de 500 milhões de euros, permitindo criar 160 novas unidades no território”, acrescentou Ceia da Silva, alertando que o Alentejo melhorou do ponto de vista de consistência de imagem. “Hoje não é mais o Alentejo das anedotas, há hoje uma perceção do Alentejo como um destino de grande qualidade e de excelência em termos oferta turística”, insistiu.

Também por isto reforçou o seu entusiasmo pela organização de eventos capazes de projetar a região. “São um investimento”, disse, pegando no caso dos veleiros de Sines para relembrar que esta aposta vai para lá do impacto local, chegando a alcançar dimensão “nacional e internacional”.

Já o autarca Nuno Mascarenhas assumiu que a realização deste evento “cai que nem ginjas” na estratégia defina pela autarquia que aponta à dinamização do mar e das atividades náuticas de Sines. “E também aquilo que são as políticas relacionadas com atividade marítima e com o mar”, insistiu, admitindo não ser por acaso que estão na calha alguns investimentos nesta área. Deu o exemplo do futuro observatório do mar, para mostrar o que foi a viagem de Vasco da Gama, mas também tudo o que são os achados arqueológicos nesta região.

“O Tall Ships é mais uma aposta para o município”, disse, reforçando o interesse em alertar os jovens para a relação como mar, mas sem perder de vista a nuance turística que envolve o encontro de veleiros. “Não fazia sentido um evento desta natureza, com esta dimensão, um dos mais importantes que o Alentejo realizou, sem ter como parceiro o Turismo do Alentejo”, ressalvou o edil.

 

Os números

 

Sines Tall Ships Festibal é co-financiado pela União Europeia através do Fundo Europeua de Desenvolvimento Regional e surge enquadrado no Alentejo 2020 (Programa Operacional Regional do Alentejo) no montante de investimento de 503 mil euros e montante de apoio de 390 mil. Em 2016 Lisboa recebeu a The Tall Ships Races, garantindo 650 mil espetadores, 3797 tripulantes e 51 navios.

 

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