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Ginecologistas, oncologistas ou reumatologistas são alguns exemplos

PSD questiona Governo sobre falta de médicos de várias especialidades no Alentejo

Um grupo de deputados do PSD questionou o Governo sobre quais as medidas que o Governo está a adotar para fazer face à falta de anestesistas, ginecologistas, oncologistas, pneumologistas, radiologistas e reumatologistas, entre outras especialidades, nos hospitais e centros de saúde do Alentejo.

14 Março 2017

Os deputados do PSD eleitos pelos círculos eleitorais do Alentejo (Évora, Beja, Portalegre e Setúbal) destacaram que “o Alentejo está sem médicos reumatologistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) há bastante tempo”.

Realçaram ainda que esse é “apenas um exemplo da falta destes especialistas em grandes hospitais”, lembrando que “o presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia confirmou à agência Lusa que não há um único reumatologista nos serviços públicos do Alentejo desde há quatro anos”.

Na pergunta, dirigida ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, os deputados do PSD reforçaram que “faltam anestesistas, ginecologistas, oncologistas, pneumologistas, radiologistas e reumatologistas, entre outras especialidades, nos hospitais e centros de saúde do Alentejo”, exemplificando que “só em Évora faltam médicos de 22 especialidades e o retrato não é melhor no Litoral Alentejano, no Norte Alentejano ou no Baixo Alentejo”.

Os mesmos requerentes constataram que “o Alentejo não é a única região afetada no país, mas é a mais afetada”.

Segundo os deputados do PSD, “alguns dos motivos porque é difícil atrair médicos para o Alentejo e para todo interior do país estão bem identificadas”, apontando que “as condições de trabalho nem sempre são atrativas, instalações muitas vezes degradadas, equipamentos obsoletos ou em falta e sobrecarga de trabalho pela falta de profissionais, mas também a distância dos grandes centros”.

Reconheceram ainda que “a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo tem aberto sistematicamente concursos para médicos de diferentes especialidades, mas quase sempre sem quaisquer resultados práticos, isto porque os concursos acabam quase sempre vazios”.

Os mesmos deputados recordaram que “mesmo com medidas extra e todas elas já experimentadas, os resultados não aparecem, continuando a verificar-se as falhas já referidas”.

Focaram também que, “tendo em conta que este é um problema recorrente e que penaliza gravemente a população do Alentejo”, pretendem que “o Governo adote medidas para a resolução destes graves problemas”

Nesse âmbito, os deputados António Costa da Silva, Nilza de Sena, Cristóvão Crespo, Pedro do Ó Ramos, Miguel Santos, Ângela Guerra, Fátima Ramos, Berta Cabral, Margarida Mano, José Silvano, Álvaro Batista e António Ventura questionaram o ministro da Saúde sobre este problema.

A pergunta que dirigiram ao governante foi precisamente “quais as medidas que o Governo está a adotar para fazer face à falta de anestesistas, ginecologistas, oncologistas, pneumologistas, radiologistas e reumatologistas, entre outras especialidades, nos hospitais e centros de saúde do Alentejo?”

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