Diario do Sul
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Três horas de emissão

Raízes juntou música, poesia e emoções na rádio em direto

Tarde de domingo, 14.00 horas. Frequência: 103.2. É aí que a Telefonia do Alentejo está. Tudo preparado e vozes afinadas. Arranca uma maratona radiofónica que leva nas ondas hertzianas sons de grupos corais alentejanos, poesia e a mais pura musicalidade popular.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção

29 Março 2017

O programa Raízes está no ar. Ao leme da emissão encontra-se Crisália Toscano, a partir do auditório do Diário do Sul. O grupo Paz e Unidade das Alcáçovas está perfilado e sai a primeira moda. “O Cante dá sinais de estar muito melhor, mas gostávamos de ver mais grupos de mulheres por esse Alentejo”, dizia Maria Gertrudes, membro do grupo, congratulando-se, ainda assim, com o interesse que a música tradicional alentejana tem suscitado entre os jovens.

“Há cada vez mais gente a cantar. Os homens juntam-se em petiscos, começam a cantar e depois formam grupos. Isso é muito importante”, sublinhava aos microfones da Telefonia do Alentejo a porta-voz do grupo das Alcáçovas que foi criado em 2000, quase por mero acaso, quando o pároco da terra convenceu Maria Gertrudes a juntar vozes femininas para irem cantar ao Santuário da Senhora de Aires. Nunca mais parou.

Já o diretor da Telefonia, Paulo Piçarra, tinha elogiado o “empenho e a dedicação” de todos os que tornaram possível um programa que permite fazer a rádio de “fora para dentro” - leia-se, abertura total da comunidade até ao emissor - quando Póvoa Velez declamou poesia e o grupo de jovens Malha Vacas mostrava porque é que o Cante tem futuro assegurado.

“A verdade é que é um orgulho representar o Alentejo e mostrar o nosso Alentejo em toda a parte”, justificava Miguel, um dos elementos de cantadores que também brilharam no palco do auditório com um repertório bem conhecido, mas com nova roupagem que confere originalidade ao grupo.

E o programa avança, inundado de boa disposição, ao ponto de valer um pezinho de dança ao som de mais novo grupo. Vozes do Alentejo, que reúne homens e mulheres, brilham agora na Telefonia. Três acordeonistas e um tocador da viola campaniça juntam-se a mais cinco elementos para entoar os ritmos mais conhecidos desta terra, animados pela musicalidade dos instrumentos.

Para António Batista, a animação ganha espaço, precisamente, com a ajuda preciosa dos instrumentos. “Também gostamos de ouvir cante à capela, pois claro, mas preferimos com música. E também ajudamos a divulgar a cultura alentejana”, referiu, para voltar a pegar na viola campaniça que acompanhou mais uma moda.

Raízes está de resto nesta tarde, mas o programa não termina sem entrar em “cena” o popular José Mendes, que faz o público dançar. A sua carreira tem quase tantos anos como a Telefonia. E dura, dura, dura... Agora sim, são as despedidas com foto de família (a mesma que está na capa deste jornal). A emissão segue dentro de momentos logo a seguir ao sinal horário das 17.00.

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