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Cáritas debateu Família e destacou-se uma mensagem

Nem sempre o trabalho solidário é bem compreendido

“Há necessidade de todos olharmos com muito mais respeito e consideração para o esforço que tanta gente faz no sentido de ajudar as famílias.

04 Abril 2017

E fá-lo de uma forma gratuita e generosa, sem esperar nada em troca”. A frase foi proferida pelo cónego Eduardo Pereira da Silva, que representou a Arquidiocese de Évora nas Jornadas Sócio-Caritativas e Encontro dos Centros Sociais Paroquiais, depois de lamentar que nem sempre o trabalho solidário é bem compreendido pelas instituições públicas. “Criam, muitas vezes, alguns constrangimento e dificuldades”, justificou.

Na sua intervenção nas jornadas, com o tema central “Família – Foco da Ação Integrada da Igreja”, Eduardo Pereira da Silva reconheceu que as famílias estão a passar por “graves problemas associados aos problemas da sociedade”, alertando que o debate sobre esta temática é relevante para fazer a radiografia da situação, mas depois é preciso ir mais longe.

Ou seja, sublinhou perante o auditório, “é preciso ir ao encontro do remédio para evitar males maiores”, referiu, tendo mesmo recordado o Papa Francisco que apelou à necessidade de articular ações, “reunindo sinergias com outras instituições”, acrescentou.

Na mesa que abriu as jornadas o cónego teve ao seu lado Sónia Ramos, diretora do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Évora, e Luís Oliveira Rodrigues, presidente da Cáritas de Évora. Reconheceu o trabalho realizado pelas várias instituições representadas na plateia no contexto da sociedade “cada vez mais complexa”, sublinhou, destacando a importância das jornadas juntarem os centros paroquiais sociais.

“Têm contribuído muito para que se encontrem soluções e respostas para os problemas com que a família se debate”, disse, lamentando que muitas vezes as pessoas se sintam impotentes para resolver alguns problemas. “Neste sentido os centros paroquiais e sociais têm prestado um valioso serviço”, elogiou, enquanto Sónia Ramos corroborou que “esta visão deve estar entre a prioridade, quer do Estado quer da Segurança Social”.

Aliás, acrescentou que naquilo que concerne ao Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Évora tem havido resposta. “Temos tido a preocupação de olhar para a família  como um conceito integrado das diversas responsabilidades e diversas missões que a Segurança Social deve assegurar para com as famílias”, asseverou, “quer do ponto de vista das crianças, dos jovens e idosos, mas também dos adultos”.

Para Sónia Ramos, cada vez mais estas temáticas não podem ser abordadas de forma estanque, mas antes de forma “integrada e conciliadora”, destacando que as políticas públicas devem estar focadas “nestas novas abordagens que devem ter as várias famílias e os vários tipos de famílias”.

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