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Diario do Sul
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ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE IMPRENSA PROMOVE IMPRENSA CENTENÁRIA COMO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

Presidente da República recebe Imprensa centenária no dia 25 de Abril

São 31 as publicações centenárias portuguesas, que se publicam em diversos pontos do País, que vão ser recebidos pelo Presidente da República, em cerimónia a efetuar no próximo dia 25 de Abril.

13 Abril 2017

A iniciativa de reconhecimento da Imprensa centenária portuguesa como Património Cultural Imaterial partiu da Associação Portuguesa de Imprensa (API), a instituição representativa da Imprensa de Portugal, e de imediato mereceu a adesão e apoio do Presidente da República.

Assim, no dia em que se comemoram os 43 anos de Democracia, o Presidente da República receberá no Palácio de Belém os representantes da API e das 31 publicações periódicas centenárias, para lhes manifestar o reconhecimento por tão longa atividade.

A data para esse reconhecimento foi escolhida pelo seu simbolismo, uma vez que a Revolução dos Cravos, em 1974, permitiu devolver aos portugueses os direitos, garantias e liberdades fundamentais, entre elas a liberdade de Imprensa.

Atendendo ao seu papel de contra-poder, a Imprensa livre sempre foi combatida pelos regimes totalitários, seja qual for a respetiva matriz ideológica e a localização geográfica.

Daí que conseguir manter a publicação durante mais de cem anos, vencendo as diversas crises, testemunhando guerras e catástrofes, enfrentando ditaduras e repressões de vária ordem, é uma exemplar demonstração de persistência, de coragem e de crença nos valores da liberdade de informação e na importância da Imprensa.

Uma importância, aliás, que é mesmo reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas), cuja Assembleia Geral instituiu, em 1993, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a celebrar a 3 de Maio de cada ano.

Também a API entende que a liberdade de Imprensa, através da independência e do pluralismo dos media, é fator essencial da Democracia, pelo que considera de toda a justiça este reconhecimento aos 31 jornais que se publicam em Portugal, ininterruptamente, há pelo menos um século.

O início da publicação destes jornais centenários portugueses vai desde 1835 (o Açoriano Oriental, de Ponta Delgada, já a caminho dos dois séculos) até 1917 (O Despertar, de Coimbra).

(VER LISTA ANEXA)

Relação das publicações periódicas portuguesas centenárias que atualmente se editam, por ordem cronológica, com o local e o ano do início da publicação:

- Açoriano Oriental (Ponta Delgada, 1835)

- A Aurora do Lima (Viana do Castelo, 1855)

- Diário de Notícias (Lisboa, 1864)

- Diário dos Açores (Ponta Delgada, 1870)

- Mensageiro do Coração de Jesus (Braga, 1874)

- Diário de Notícias da Madeira (Funchal, 1876)

- Soberania do Povo (Águeda, 1878)

- O Penafidelense (Penafiel, 1879)

- A Voz do Operário (Lisboa, 1879)

- Jornal de Santo Thyrso (Santo Tirso, 1882)

- O Jornal e Estarreja (Estarreja, 1883)

- Jornal de Abrantes (Abrantes, 1884)

- O Comércio de Guimarães (Guimarães, 1884)

- Maria da Fonte (Póvoa de Lanhoso, 1886)

- Jornal de Notícias (Porto, 1888)

- Correio do Ribatejo (Santarém, 1891)

- Correio da Feira (Vila da Feira, 1897)

- A Comarca de Arganil (Arganil, 1901)

- O Concelho de Estarreja (Estarreja, 1901)

- Boletim Salesiano (Lisboa, 1902)

- A Guarda (Guarda, 1904)

- Folha de Tondela (Tondela, 1906)

- Cardeal Saraiva (Ponte de Lima, 1910)

- Notícias da Covilhã (Covilhã, 1913)

- A Ordem (Porto, 1913)

- Notícias de Gouveia (Gouveia, 1914)

- Folha de Domingo (Faro, 1914)

- João Semana (Ovar, 1914)

- A Crença (Vila Franca do Campo – Açores, 1915)

- O Amigo do Povo (Coimbra, 1916)

- O Despertar (Coimbra, 1917)

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