merida enamora 2
Diario do Sul
Twitter rectangular

Projeto desenvolvido pela CVRA é pioneiro a nível nacional

Mais um workshop promovido no âmbito do Plano de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo

O Plano de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA) é um projeto desenvolvido pela Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo (CVRA), tendo como parceiro principal a Universidade de Évora.

13 Abril 2017

No âmbito este plano, que é pioneiro a nível nacional, têm vindo a realizar-se vários workshops, que incidem em diferentes temáticas. Na passada sexta-feira, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, decorreu mais uma destas iniciativas, que neste caso incidiu na “Gestão de Água na Vinha e Adega”.

Segundo informação da CVRA, “este plano, gratuito e de adesão voluntária, tem como objetivo proporcionar aos seus membros uma ferramenta que lhes permita avaliar a forma como desenvolvem atualmente as suas atividades e oferecer recomendações para através de melhores práticas aumentar a competitividade e a sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo”.

É ainda acrescentado que “o desafio é produzir uvas e vinho de qualidade e de forma economicamente viável, ao mesmo tempo que se protege o meio ambiente, melhorando as relações com os colaboradores e vizinhos”.

A mesma fonte referiu que “o PSVA teve início em 2014, contando com quase dois anos de implementação no terreno”, focando que 57 por cento do volume de vinho do Alentejo está incluído no projeto, bem como 22 por cento da área de vinha plantada na região”.

À margem do workshop, Francisco Mateus, presidente da CVRA, adiantou que “nesta sessão demos a conhecer alguns casos práticos, apresentando ações concretas que são aplicadas no dia-a-dia, quer na parte da vinha, quer na parte do vinho, relativamente a um gasto de água mais eficiente”.

Na sua opinião, “estamos a conseguir que os produtores partilhem entre si as boas experiências, mas também as dificuldades, para que consigam evoluir e chegar a um contexto em que produzimos melhor e com menos custos”.

Francisco Mateus mostrou-se satisfeito por “a adesão dos agricultores, produtores e empresas aos workshops ser cada vez maior”, exemplificando que “no ano passado tivemos cerca 200 pessoas no total dos vários workshops realizados e neste, que foi o primeiro de 2017, tivemos já 70 participantes”.

Por sua vez, o diretor do PSVA, João Barroso, realçou que “na grande maioria dos países do Mundo Novo, os produtores de vinho têm projetos desta natureza, mas na Europa, apenas conhecemos um projeto em Itália e depois o que existem são iniciativas individuais de grandes produtores, não uma iniciativa concertada por uma região, como é o caso da nossa”.

Especificou ainda que “este é um projeto a nível regional que pretende dentro da bandeira ‘Vinhos do Alentejo’ organizar o setor no sentido de torná-lo o mais sustentável possível em termos produtivos”.

De acordo com João Barroso, “o que se pretende é que seja feita uma análise da cadeia do produto, desde a produção da uva até à expedição do vinho, olhando para todos os fatores (gestão de água, solos, energia, resíduos, colaboradores, sociedade, ecossistema, entre outros) e analisar em todos estes aspetos quais é que são as áreas onde há oportunidades de melhoria”.

Assegurou que “a ideia é termos uma região cada vez mais competitiva, que se preocupe e que consiga conservar recursos e usar essas mais-valias como uma ferramenta de marketing, conseguindo vender e potenciar a qualidade do seu vinho junto de um consumidor cada vez mais atento para estas questões ligadas à sustentabilidade”.

O diretor do PSVA disse que “o projeto ainda tem um longo caminho a percorrer, mas um dia gostávamos de chegar a todos os produtores”, reforçando que “um dos aspetos positivos do projeto é que tem várias velocidades e cada um pode adaptá-lo à sua realidade”.

Dê-nos a sua opinião

Incorrecto
NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.