Diario do Sul
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Censos sénior 2017 sinalizaram 10011 pessoas

Há mais 770 idosos a viverem sozinhos no Alentejo

A Guarda Nacional Republicana sinalizou 10011 idosos nos três distritos do Alentejo no decorrer da operação Censos Sénior, realizada durante o mês de março, representando mais 770 pessoas face a 2016. 6286 vivem sozinhos e 1912 encontram-se isolados.

13 Abril 2017

Os resultados foram anunciados pela GNR e, por sexo, mostram que dos 3570 homens sinalizados na região 1600 vivem sozinhos, 1102 estão isolados, enquanto 385 surgem na lista da GNR com o estatuto de “sozinhos e isolados”. 

Já entre as 6441 mulheres referenciadas, há 4686 que estão sozinhas, ao passo que 810 estão isoladas e 507 foram encontradas sozinhas e isoladas, tendo sido reportadas situações de vulnerabilidade fruto de limitações físicas ou psicológicas.

Segundo fonte da GNR, a operação Censos Sénior visa “identificar a população idosa com o objectivo de actualizar os registos das edições anteriores e identificar novas situações”, sublinhando que desde o ano de 2011, em que que foi realizada a primeira edição da operação, “têm sido sinalizados cada vez mais idosos a viverem sozinhos e/ou isolados ou em situações de vulnerabilidade”, como demonstrou, de resto, a tendência dos três distritos alentejanos este ano. Contudo, no ano passado registou-se uma ligeira quebra face a 2015, quando a região revelou um total de 9241 idosos - pessoas com mais de 65 anos - que viviam sozinhas ou isoladas, segundo apurou a designada “Operação Censos Sénior 2016”, que fez um levantamento porta a porta, na área de jurisdição da GNR, durante o mês de abril. O de 2015, quando a região revelou 9596 seniores em situações de isolamento.

Por distritos, Beja continua a ser a região com maiores preocupações no Alentejo, tendo sido sinalizados 3846 seniores, cerca de mais 300 do que há um ano. Segue-se Évora com 2993 idosos sinalizados, depois dos 2837 de 2016 e dos 2853 de 2015, enquanto Portalegre registou 3172 séniores, aumentando também face há um ano, quando foram apurados 2829 idosos

Fonte da GNR recorda que “estes dados não refletem um aumento do número de idosos a viverem nestas situações, mas sim o facto dos censos sénior se constituírem como uma base de dados geográfica cada vez mais completa, potenciando assim um melhor apoio da GNR à população idosa”.

Os militares da GNR aproveitaram a operação para realizar ações de sensibilização “para que esta população adote comportamentos de segurança que permitam reduzir o risco de se tornarem vítimas de crimes”. Recorde-se que um dos objetivos prioritários da GNR passa pelo encaminhamento, sobretudo, dos idosos em risco para as instituições que os possam ajudar, “tratando-se de pessoas que têm de ser acompanhadas todos os dias, até porque o nosso trabalho não se esgota nesta operação”, conclui a mesma fonte.

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