Diario do Sul
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Liga dos Combatentes realiza anualmente esta cerimónia

Núcleo de Évora comemorou Dia do Combatente com sessão no Rossio de S. Brás

O Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes assinalou mais uma vez o Dia do Combatentes em homenagem à memória dos portugueses mortos em defesa da Pátria.

19 Abril 2017

A cerimónia principal, realizada na passada quinta-feira, decorreu junto ao monumento dos Mortos da Grande Guerra no Rossio de S. Brás, em Évora. Antes desse momento mais solene, foi feita uma romagem ao monumento aos Mortos no Ultramar do Concelho de Évora, no Largo dos Castelos.

Estas comemorações foram presididas pelo diretor de Formação do Exército, major general Ulisses de Oliveira.

Durante o evento no Rossio de S. Brás, os presentes assistiram ao discurso do presidente do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes, o sargento-ajudante Paulo Pagará, seguindo-se a deposição de coroas de flores pelas entidades presentes.

É de realçar ainda a prece feita pelo capelão do Exército, padre Jorge Matos, bem como a imposição de condecorações a ex-combatentes que cumpriram as suas comissões de serviço nas ex-províncias ultramarinas.

Durante o seu discurso, Paulo Pagará salientou que “comemoramos o dia evocativo de todos os combatentes por Portugal e em simultâneo o 99.º aniversário da Batalha de La Lys, que aconteceu entre 9 e 29 de abril de 1918, na região da Flandres, na Bélgica”.

Recordou que “nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na 1.ª Guerra Mundial, os exércitos alemães provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar depois da Batalha de Alcácer-Quibir em 1578”.

Em termos de números, o presidente do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes precisou que “na Batalha de La Lys contabilizamos cerca de 1300 mortos, 4000 feridos, 1900 desaparecidos e cerca de 800 prisioneiros”.

Mencionou também aqueles que “combateram na Índia e na Guerra do Ultramar”, focando que “muitos desses homens ainda hoje sofrem sequelas desses combates”.

Nesse sentido, o mesmo responsável frisou que “a Liga dos Combatentes recorda e homenageia os que durante a sua juventude ficaram privados de momentos em família, tendo alguns dado a vida pelo seu país”.

Acrescentou que “homenageamos os soldados desconhecidos que ao longo da história de Portugal contribuíram para a afirmação da nossa soberania, da nossa independência e da nossa identidade, dentro e fora das fronteiras”.

À margem da cerimónia, o sargento-ajudante Paulo Pagará destacou que “o Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes, ciclicamente, tem algumas datas em que faz questão de realizar cerimónias, envolvendo a população e as forças vivas da cidade”.

Referiu que “essas datas estão perfeitamente identificadas e cada vez mais enraizadas na sociedade civil e nos nossos combatentes”.

Na sua perspetiva, “de certa forma, os combatentes estão esquecidos pelo poder político”, sublinhando que “alguns deles têm dificuldades económicas e, nos últimos anos, a Liga dos Combatentes tem chamado a si determinadas responsabilidades, como o apoio psicológico ou o recordar o tempo que estiveram ao serviço da Pátria, para de alguma forma tentar repor, se é que se consegue, aquilo que eles passaram”.

O presidente do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes adiantou que “cada vez mais, os ex-combatentes procuram-nos”, constatando que “é nossa missão zelar por eles e ajudá-los nas suas dificuldades, pelo que temos estabelecido alguns protocolos com diversas entidades”.

De acordo com Paulo Pagará, “o Núcleo de Évora conta com cerca de 1700 sócios, oriundos de vários pontos do distrito, sendo que seguramente 90 por cento são do concelho de Évora”.

A esse respeito, disse ainda que “nos últimos quatro anos passámos de 700 para os cerca de 1700 sócios, em parte devido aos protocolos que temos estabelecido”.

O mesmo responsável evidenciou também que “a Liga não está aberta apenas aos combatentes ou ex-combatentes, mas a qualquer pessoa, desde que partilhem os nossos valores, que são os valores da Pátria e da solidariedade”.

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