Diario do Sul
PORTUGAL 2020 SET

Investimento em larga escala

Sol do Alentejo rende 500 milhões em projetos para produção de energia

Uma dezena de centrais fotovoltaicas projetadas para o Alentejo já garantiram licenças de produção em concelhos como Évora, Ourique, Nisa, Estremoz, Alcácer do Sal e Castelo de Vide. As imensas horas de sol anuais justificam os investimentos que somam cerca de 500 milhões de euros, pelo que em breve deverão dar início à produção de energia solar sem tarifas garantidas de venda à rede.

24 Abril 2017 | Publicado : 18:37 (24/04/2017) | Actualizado: 18:39 (24/04/2017)

Quer isto dizer que deverão ser os próprios produtores a ficarem responsáveis pela comercialização da sua eletricidade em condições de mercado e sem onerar o consumidor final, segundo notícia avançada pelo Expresso.

Citando dados da Secretaria de Estado da Energia, o semanário aponta exemplos como o de Estremoz, onde o grupo português Infrapar está a construir um parque fotovoltaico de 2,2 MW que deve estar operacional no próximo mês. Esta central, que se situa entre os investimentos mais pequenos, irá vender a sua eletricidade a uma outra empresa portuguesa, a Energia Simples, que a irá comercializar no mercado liberalizado à sua carteira de clientes domésticos, autárquicos e empresariais.

Tanto este como os restantes projetos não serão subsidiados somando - juntamente com mais dois previstos para o Algarve - uma potência superior a 480 megawatts (MW), traduzindo mais de dez vezes a capacidade existente na central solar da Amareleja, que chegou a ser, durante alguns meses, a maior do mundo.

Mas há projetos maiores em carteira comparando com o investimento realizado em Estremoz. A Expoentfokus, empresa, com sede em Santo Tirso, tem projetos solares de 130 MW (são 49 MW em Ourique, 29 MW em Évora e 52 MW em Nisa). Fonte da empreda admite o início da construção ainda este ano, tratando-se de um dos projetos que vão avançar no regime geral de produção (sem tarifa subsidiada), só conseguindo financiamento se apresentarem garantias sólidas, nomeadamente contratos de venda da energia que permitam aos bancos ter algum tipo de conforto sobre a geração futura de receitas para pagar a dívida.

Enquanto isso a Exus Management Partners, que tem 56 MW aprovados em Portugal (em três projetos em Alcácer do Sal, Castelo de Vide e Santarém), é uma empresa com sede em Madrid que junta gestores portugueses e espanhóis com experiência prévia noutras empresas de energias limpas (como a Iberwind, a EDP Renováveis e a Plenium Partners).

A Hyperion, que já tem aprovada uma central de 25 MW sem tarifas subsidiadas em Évora é liderada por João Talone e Pedro Rezende (antigos gestores da EDP). Já a Morningchapter, que prevê para Ourique um projeto de 46 MW, tem gestores portugueses e espanhóis.

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