Diario do Sul
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Estudo

Oito em cada dez idosos alentejanos são obesos e não fazem exercício

O resultado vem num estudo que avaliou o estado nutricional dos portugueses com mais de 65 anos e concluiu que os três distritos alentejanos não escapam à tendência nacional. Oito em cada dez seniores são obesos ou sofrem de excesso de peso, mas nem querem ouvir falar de exercício físico.

Autor : Roberto Dores

04 Maio 2017

O estudo Nutrition UP65 avaliou 1500 pessoas com mais de 65 anos residentes em todo o país, a quem foram feitas colheitas de sangue e de urina, medições de peso, altura e outras variáveis.

As principais conclusões dos dados recolhidos indicam que 39% dos idosos são obesos e 44% tem excesso de peso, “o que significa que só 17% desta população tem um peso adequado”, segundo resumem os autores da investigação. Por outro lado, 85% ingerem 8,8 gramas de sal por dia, quando o limite máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 5 gramas por dia.

A obesidade sénior é ainda apontada como uma “sequência natural” da não menos elevada taxa de obesos em faixas etárias mais jovens, que já atinge 29,% da população, segundo o Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico. Mais. 35% da população é hipertensa e mais de metade tem colesterol alto, enquanto 10,5% sofre de diabetes. O sedentarismo é transversal a 49,5% dos habitantes, que comem poucos vegetais e pouca fruta.

O estudo, que envolveu portugueses de todas as regiões entre os 25 e os 74 anos, mostra que a população da região “está gorda e é sedentária”, sublinha o Instituto Ricardo Jorge, para quem o combate a estas doenças crónicas (diabetes, hipertensão e obesidade) terá de ser alvo privilegiado das políticas públicas de saúde. Aliás, será o único caminho conhecido pela medicina para se tentar contribuir para uma “população saudável”, já que os dados do inquérito revelam que a prevalência da obesidade duplicou nos últimos dez anos.

Mas no mais recente estudo Nutrition UP65 há outras conclusões preocupantes para os idosos, como é o caso da falta de vitamina D, que, sendo um problema nutricional, não se resolve apenas com a alimentação, nem com uma maior exposição ao sol, uma vez que nestas idades a capacidade da pele de sintetizar a vitamina é menor, de acordo com Nuno Borges, um dos responsáveis pela investigação. O docente defende que a escassez desta vitamina deve ser colmatada, sobretudo no inverno, com um suplemento.

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