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seca no alentejo

Pastagens no Alentejo já estão tão secas como se fosse julho

É já em maio que muitos dos produtores de gado alentejanos deverão começar a alimentar os seus animais à mão. Os efeitos da falta de chuva e do intenso calor que caracterizou abril - o mais quente dos últimos 86 anos - teve um forte impacto nas pastagens, que, sobretudo, nas zonas mais interiores do Alentejo já estão secas como se fosse no mês de julho em ano dito normal.

Autor : Roberto Dores

09 Maio 2017

"Projeto Viver Sénior"

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Conferência sob o tema: "Évora, meio século de Pastoral extra-muros"

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"ROTA DOS MÁRMORES(R)” 2017 - VII Passeio de Primavera

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Diário do SUL apresenta hoje como "capa falsa" o Suplemento Imobiliário Century 21 - Porta do Alentejo

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Exposição "Mirar Portugal"

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A denúncia é feita ao Diário do Sul por Francisco Palma, da Associação de Agricultores de Beja, acrescentando que as pequenas barragens e charcas que não são abrangidas pelos 120 mil hectares de rega do perímetro de Alqueva estão à míngua, o que agrava o problema. “Mesmo que chova alguma coisa em maio - não está previsto, até porque o tempo quente deverá regressar já esta semana - os produtores de gado estão já condicionados a comprarem alimento para os animais”, afiança o dirigente, enquanto António Gonçalves Ferreira, presidente da União da Floresta Mediterrânica, alerta que o “problema é muito sério” para os produtores alentejanos.

“O solo é o primeiro a secar e os campos estão completamente secos como se já fosse final de junho ou princípio de julho. As árvores estão a adaptar-se à falta de água, pelo que se não chover em maio antecipam a paragem vegetativa”, explica o dirigente.

Quer isto dizer que, por exemplo no caso do montado, a tiragem de cortiça terá que começar mais cedo - pelo menos uma semana - mas terminar um mês antes do normal. Seria em agosto, mas terá de ser em julho. As serras de Portel e Grândola são as “zonas mais críticas, por exibirem solos com condições mais extremas”.

Segundo Carlos Marques, pequeno produtor hortícola, é provável que o consumidor venha sentir na carteira os efeitos da seca no último mês. A falta de chuva que atrasou as favas, é a mesma que obrigou os agricultores a gastarem o dobro na fatura da eletricidade. Com fatores de produção “bem mais elevadas” duplicou o preço do feijão verde, do repolho ou da cebola, comparando com janeiro. Mas os aumentos são transversais e já começam a “atacar” a fruta. Também a carne de vaca deverá subir em breve, porque a falta de pasto obriga alimentar os animais à mão.

Aos 77 anos e com uma vida de trabalho no campo, o produto de Beja Mário Mendonça perdeu a conta aos anos de seca, lamenta a destruição da fruta e alguns legumes, obrigando os aspressores de rega a intenso trabalho extra.

“Ainda ontem estive duas horas a regar, o que nunca tinha feito nesta altura do ano”, lamenta, admitindo que ainda não fez as contas à fatura da luz. “As coisas precisam de ser regadas”, diz resignado, admitindo que água não falta na sua propriedade desde que abriu o furo, mas as bombas gastam muita energia. “Está tudo seco e vamos lá ver se o pior não está para vir”, nota, admitindo que mesmo que queira não tem como baixar preços, pelo que só as alfaces mantêm o valor, por serem de estufa, enquanto exibe umas azeitonas que garante serem de grande qualidade, por não terem sido afetadas pela falta de água.

Abril acima dos 30 graus

Abril registou uma onda de calor entre os dias 2 a 24, tendo ultrapassado temperaturas de 30 graus, as mais elevadas dos últimos 86 anos. Só choveu dia 29, aumentando a área em situação de seca no Alentejo nas classes de seca meteorológica moderada e severa. No final do mês cerca de 96% do território estava em seca fraca a moderada.

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