Diario do Sul
diario jornal

Saga epopeia

Saga épica ao mundo do vinho de além tejo

Este escrito que hoje vos trago é uma maneira de me refugiar nesta tarde soalheira alentejana, e revestir-me de silêncios para conseguir arrancar das profundezas do meu ser, algumas palavras que se aproximem da mais incrível experiência eno-gastronómica, que alguma vez tive a oportunidade de viver.

Autor :Vanessa Schnitzer

02 Junho 2017

"Projeto Viver Sénior"

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Conferência sob o tema: "Évora, meio século de Pastoral extra-muros"

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"ROTA DOS MÁRMORES(R)” 2017 - VII Passeio de Primavera

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Diário do SUL apresenta hoje como "capa falsa" o Suplemento Imobiliário Century 21 - Porta do Alentejo

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Diário do SUL apresenta hoje como "capa falsa" o Suplemento Imobiliário Century 21 - Porta do Alentejo

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Exposição "Mirar Portugal"

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Existem experiências que marcam lugares. Os grandes acontecimentos que vivenciamos ao longo da vida não tem hora marcada, são momentos que ficam eternamente guardados no baú da nossa memória, inolvidáveis, eternos e saudosos, feitos à custa de verdade, pureza, espírito e grandes almas, capazes de transformar o mais simples e banal em belos momentos. E como tal, não podemos deixar de expressar o mais profundo e sincero agradecimento ao grupo dos Cegos por Provas por não nos terem poupado a esta vivência. Bem hajam!

Desculpem o prefácio a roçar a lamechice, mas não consegui evitar os desabafos deste espírito, não tivesse sido tão bem alimentado durante quatro dias seguidos, com o mais rico puro sangue destas terras alentejanas. Aquilo que vos trago, nasce da história que vivi nesta catedral vínica que são os terroirs alentejanos. A quantidade e riqueza das peripécias que vivenciamos, poderiam preencher as páginas de uma enciclopédia, e custariam ao Diário do Sul, uma edição semestral, no mínimo. Ficamo-nos por um resumo em quatro actos; cabe-vos a vós leitores, o exercício de imaginar o resto da história.

E finalmente,  convido-vos a percorrer a venturosa e inesperada jornada que teve inicio na segunda- feira santa, após o domingo de Ramos. Terá sido esta escolha inocente? Aguarda-nos Pavia, pelo mão do Mestre Joaquim Arnaut, o senhor daquela terras, que com toda a cortesia e hospitalidade tratou de desenfadar as nossas gargantas secas e empoeirados do caminho, com a mais pura seiva que brota dos seus solos argilo-calcários, e que dá vida aos vinhos “Quinta dos Plátanos”. Mediante a onda aparatosa e o deslumbramento proporcionado pelas circunstâncias, escapou-se me o nome da longa lista de anfitriões que preencheram os nossos copos. E agora?

Só me resta socorrer à minha parca memória sensorial e resgatar o primeiro branco, marcado por uma acidez cativante e um notável equilíbrio de conjunto. Nada melhor para dar as boas vindas! Depois desta, foi-nos revelado todo o naipe liquido - brancos, roses e tintos, cuja descrição me abstenho obviamente de fazer.  Mas antes, não posso deixar de fazer uma menção ao almoço que nos foi proporcionado;- quem não gosta de chegar a uma mesa, cuidadosamente posta, com uma selecção de tão boas iguarias que fizeram as delicias dos comensais. Ai que ricos ovos!  Sem falar no mais autentico e genuíno presunto de vaca…!!!

Apesar de Roma e Pavia não se fazerem num dia, o relógio não dá tréguas, e era preciso rumar a Fronteira para encetar uma prova de vinhos à Terras D´Alter, orientada pelo chefe da casa Cancela d’ Ábreu um dos nossos enólogos mais conceituados. Logo que chegámos, não perdemos tempo e fomos visitar a adega que dá corpo e robustez ao Telhas Tinto. Passámos então à prova; 15 vinhos para serem provados, avaliados, e registadas as diferenças que marcam os diferentes anos; tudo bem explicado pelo enólogo da casa. No fim, os vinhos que mais se destacaram foram em nossa opinião, o Terra D´Alter Reserva Branco (2009) pela potencia, acidez crocante e frescura em diálogo permanente com a fruta,  o que dá um final de boca intenso. No que toca a tintos, merece nota especial,- o Vinho Morde, casta Tinto Cão, 2012, um néctar  vinho absolutamente distinto , que nos leva por caminhos a que já não estávamos habituados a trilhar. Potente no aroma, com amora bem madura acompanhada de resina, terra molhada e musgo. Corpo cremoso mas muito redondo, sereno e estruturado.

E para terminar em beleza, depois da vista à adega na Herdade Fonte Penedos fomos brindados comum magnífico jantar, em que o apaladado cação dá a conhecer o melhor que esta adega produz. Estupendo! O festim eno-gastronómico culminou com uma rica sericaia apimentada com uma dose generosa de canela.

Se tiverem paciência, a começar pela Direção do DS, um dia destes contamos mais.

Vanessa Schnitzer ( estudante de PhD na UE)

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