Diario do Sul
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“Igualdade do Género - Um Desafio para a Década”

Governo anuncia em Évora como pretende aproximar mulheres dos homens no mercado de emprego

Primeiro foi a política e depois as entidades reguladoras. Agora é vez das empresas.

Autor :Roberto Dores

06 Junho 2017

"Projeto Viver Sénior"

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Conferência sob o tema: "Évora, meio século de Pastoral extra-muros"

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"ROTA DOS MÁRMORES(R)” 2017 - VII Passeio de Primavera

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Diário do SUL apresenta hoje como "capa falsa" o Suplemento Imobiliário Century 21 - Porta do Alentejo

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Diário do SUL apresenta hoje como "capa falsa" o Suplemento Imobiliário Century 21 - Porta do Alentejo

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Exposição "Mirar Portugal"

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O Governo está empenhado na imposição de quotas de género para os conselhos de administração das empresas cotadas em Bolsa e das próprias empresas do Estado, numa altura em que Portugal tem apenas uma mulher a presidir a uma empresa cotada no chamado PSI20. “Queremos mudar isto”, disse em Évora o ministro-adjunto do primeiro-ministro, Eduardo Cabrita, exibindo o plano do Governo para inverter a tendência.

O Governante que falava na 5ª edição do ciclo de conferências “Igualdade do Género - Um Desafio para a Década”, promovida pela UGT, Sindite e Ordem do Médicos, alertou para a importância do país apostar forte na Educação para a Cidadania com uma visão de longo prazo, logo a partir do pré-escolar, defendendo uma dimensão de igualdade já para a próxima geração. Um pouco à semelhança do que foi feito em relação ao discurso ambiental, em que os próprios filhos levaram para casa a sensibilidade da reciclagem.

“É isso que queremos fazer na educação, para que o cidadão possa olhar para a igualdade do género a longo prazo”, acrescentou Eduardo Cabrita, avançando que já num prazo mais curto o Governo tenciona colocar as questões da igualdade como “obrigatórias” em sede da contratação coletiva. “Nestes temas não podemos ter exceções”, sublinhou, alertando para a importância da organização do horário de trabalho, acesso à formação profissional ou à hora das reuniões tendo em conta a organização de infraestruturas de apoio,  como creches, apoio domiciliário ou organização da rede de transportes. “Para quê fazer reuniões depois das seis da tarde, se não for absolutamente indispensável?”, exemplificou o governante, alertando para o direito das pessoas irem para casa e terem a possibilidade de “desligarem do trabalho”. “Estes temas, que parecem periféricos, têm que estar no centro da preocupação dos governos e dos parceiros sociais”, insistiu.

Além do ministro, participaram na conferência o secretário-geral da UGT, Carlos Silva (grande entrevista para ler no Diário do Sul em próximas edições), os eurodeputados, Maria da Graça Carvalho e Carlos Zorrinho.

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