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Universidade de Évora está no projeto

Alentejo junta-se à defesa do montado na Península Ibérica

Chama-se Projeto de Cooperação Transfronteiriça para Valorização Integral do Montado e reúne 17 entidades dos dois lado da raia.

Autor :Redação

Fonte: Redação

30 Junho 2017

O Alentejo marca presença, sendo a Universidade de Évora uma das instituições com assento neste grupo coordenado pelo Centro de Investigação Científica e Tecnológica de Extremadura, cujo objetivo é pôr em marcha as ações necessárias para valorizar o montado, tanto  ambiental como economicamente, garantido a sua sustentabilidade.

Além do Alentejo e da vizinha Extremadura o projeto recebe ainda a participação das regiões Centro e Norte de Portugal, Algarve e Andaluzia, tendo seus os membros reunido recentemente - e pela primeira vez - em Mérida para definir as responsabilidades de cada um, bem como as tarefas a desenvolver.

Ficou estabelecido que irão ser contempladas quatro grandes atividades técnicas. Por um lado, será trabalhada a adaptação dos regulamentos que gerem este ecossistema às suas necessidades e características próprias, sendo que entre as principais prioridades surge a necessidade de elaboração de uma proposta de Lei do Montado que possa ser transversa a todos os territórios refletindo as suas peculiaridades.

Por outro lado, visando ainda contribuir para a valorização ambiental do montado, será estudado o ciclo de vida dos sobreiros, a pegada de carbono e ampliada a base cartográfica.

Além disso, o participantes neste projeto ambicionam ainda vir a trabalhar numa candidatura única luso espanhola com o objetivo do montado vir a ser declarado Património da Humanidade pela UNESCO.

Mas há mais ações em vista. Entre elas, a Cooperação Transfronteiriça para Valorização Integral do Montado pretende identificar e transferir inovação para a produção e gestão de produtos. “Isto implica a modernização e adaptação de processos produtivos, bem como a produção e promoção de produtos e serviços emergentes”, explica o documento emitido no final da primeira reunião, acrescentando ainda que será feita uma aposta no “fomento da cooperação e profissionalização dos setores associados”.

Entre outras atividades agendadas para os próximos tempos estará a organização do terceiro Congresso Ibérico do Montado, como ponto de encontro e debate sobre a sua situação. Paralelamente, também será levado a cabo uma operação de valorização e marketing mediante a formação do produtor e consumidor, além de campanhas de sensibilização. Está ainda prevista a realização da primeira Feira Internacional do Montado, com o objetivo de mostrar os vários ofícios, produtos e serviços potenciados por esta fileira.

 

Quem participa

 

O projeto conta com 17 sócios, dos quais 13 são entidades espanholas e quatro portugueses: Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX), Gabinete de Gestión Integral de Recursos, CTAEX, Universidad de Extremadura, Federación Española de la Dehesa (FEDEHESA), Universidad de Sevilla, Extremadura Avante, INIAV-Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Consejería de Medio Ambiente y Ordenación del Territorio de la Junta de Andalucía, Agencia de Gestión Agraria y Pesquera de Andalucía (AGAPA), Observatorio para la Comercialización y la Industrialización del Corcho Extremeño (OCICEX), Dirección General de Medio Ambiente de la Junta de Extremadura, INTROMAC, Universidad de Córdoba, QUERCUS- Associação Nacional de Conservação da Natureza, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e Universidade de Évora. Apesar de não ser sócio do projeto, a UNAC-União das Organizações de Agricultores para o Desenvolvimento da Charneca, participará como representante do montado português.

O projeto PRODEHESA MONTADO é co-financiado por o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça. Conta com um investimento de 3.417.000 euros e um período de execução de três anos. Os resultados obtidos serão transferidos para os proprietários, gestores, empresários relacionados com a transformação da cortiça e para a própria comercialização, cooperativas e grupos de desenvolvimento rural.

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