Diario do Sul
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Património imaterial e saber-fazer

A Cádetra UNESCO de Évora que ensina o Mundo inteiro

O sucesso alcançado pela Cátedra UNESCO que existe na Universidade de Évora - com início em 1992 - levou à renovação para este ano do curso dedicado e Cultura e Educação, com o apoio das Nações Unidas.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redação

30 Junho 2017

A Cátedra tem ensinado investigadores de todo o mundo a valorizarem o património imaterial e o saber-fazer tradicional dos povos, sendo já muitos os doutoramentos feitos nestas duas áreas, além dos apoios a vários projetos nacionais e estrangeiros e da criação de uma rede de investigadores e universidades associadas.

Há três anos a Cátedra ganhou ainda um novo fôlego com o apoio do programa Santander Universidades, fortalecendo o ensino pós-graduado em torno do saber avaliar e preservar a herança imaterial de outras gerações, tendo a direção do curso sido entregue ao professor Filipe Themudo Barata.

“O objetivo da Cátedra é a promoção de um sistema integrado de pesquisa, formação, informação e documentação sobre o património cultural imaterial e o saber-fazer tradicional”, explica este responsável na página online da Universidade de Évora, acrescentando que “a Cátedra vai facilitar a colaboração entre investigadores de alto nível, internacionalmente reconhecidos, e docentes da Universidade e de outras instituições em Portugal, em diversos locais da Europa e de África, assim como noutras regiões do mundo”.

Ainda segundo Filipe Themudo Barata, os objetivos específicos desta Cátedra visam estabelecer uma rede de investigadores e instituições no Mediterrâneo e em África a fim de apoiar a investigação, a formação, os estudantes e a mobilidade de profissionais, bem como a partilha de conhecimento nas áreas do património material e imaterial e do saber-fazer tradicional.

Outro dos objetivo passa por “desenvolver e implementar, em conjunto com outros parceiros, um programa de cooperação para apoiar, do ponto de vista científico, a criação de um centro para investigação de excelência na Universidade de Cabo Verde (UNICV)”, revela, enquanto outra das metas aponta à “formação pós-graduada nas áreas do património e do saber-fazer tradicional”. A Cátedra ambiciona também vir a “conceber e introduzir cursos formativos de curta duração, suportados pelas novas tecnologias de informação e comunicação destinados tanto a profissionais como a grupos marginalizados”, pretendendo ainda implementar atividades que visem melhorar o conhecimento dos jovens investigadores nas áreas do património material e imaterial e do saber-fazer tradicional a nível local, regional e nacional.

O mesmo titular acrescenta ainda que o curso prevê agir como um centro de informação “para reunir e disseminar boas práticas na aplicação do património cultural imaterial e do saber-fazer tradicional na conservação do património em geral”, ambicionando desenvolver um “modelo de intercâmbio interativo de boas práticas para grupos académicos e investigadores provenientes de países do Sul, organizar seminários internacionais e oficinas temáticas”. A cooperação com a UNESCO em programas e atividades relevantes também faz parte do programa já definido.

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