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Projecto

TABERNAS DO ALENTEJO - ARTE E CIÊNCIA

Tabernas do Alentejo – arte e ciência. O vinho é a única obra de arte que se pode beber! (Robert Louis Stevenson, escritor escocês) 1. porquê? Nada é tão transversal como os patrimónios associados à vinha e ao vinho. A vinha, o vinho, a chave de grandes histórias, mistérios, artes e ciência. A vinha revela nos seus cachos os segredos que escondem as rochas, os solos, o clima, a cultura e a tradição. No copo tudo isto se bebe.

04 Julho 2017 | Publicado : 11:35 (04/07/2017) | Actualizado: 10:57 (07/07/2017)

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No Alentejo tudo isto se sente com grande acuidade e, também por isto, o vinho e tudo à volta é o mote para Coisas de Vinho, uma tertúlia, conversa informal com saber. A vinha, enquanto cultura agrícola, é a mais importante do a país. Nenhum outro país no mundo tem, relativamente, tanta área de vinha plantada, esta relevância é particularmente evidente no Alentejo. Também é Portugal o país que mais diversidade de casta tem. Portugal é pois um país com enorme responsabilidade no setor e evidencia uma cultura e tradição associada ao vinho como poucas nações. Portugal tem muito a ganhar com este setor, não é por acaso que em 2015 Reguengos de Monsaraz foi cidade europeia do vinho e que o seu presidente da Câmara é o presidente da Rede Europeia das Cidades do Vinho que inclui mais de 600 localidades. Como em tudo o resto o “cada um por si” não é a melhor opção, no Alentejo há muito para fazer, o produto tem que se estruturar como região vínica, muitos dos que estão fora têm que estar dentro (a oferta tem que ser conhecida e acessível), têm que se formar pessoas que saibam transmitir toda a história e conhecimento à volta do vinho (não basta dizer umas generalidades, os turistas são cada vez mais exigentes e querem experienciar e saber tudo o que for possível, já que mais não seja para contar nos jantares com os amigos), toda a região tem que dizer alguma coisa, os media locais/regionais têm um papel muito importante na criação de cultura e na divulgação e o setor deve considera-los. O Alentejo, enquanto território vinícola, distingue-se positivamente das restantes regiões, em quantidade, qualidade e tradição. O “sabor deste lugar” onde vivemos está no vinho como em nenhum outro alimento. 2. como e quem? Propõem-se a realização de uma tertúlia itinerante de proximidade pelas terras vínicas do Alentejo, com a parceria cúmplice de atores com responsabilidade no setor e no território, com o objetivo de valorizar o vinho e tudo o que este envolve e exige. Em cada terra vinícola do Alentejo, será realizada uma sessão com um tema e, pelo menos um convidado, estabelecendo assim uma rede informal de saberes úteis que possam contribuir para a sustentabilidade da região. 3. o quê? Em cada terra vinícola do Alentejo será promovida uma conversa informal cujo tema central é o vinho, a vinha e a sua cultura. Todos os atores locais e cidadãos serão convidados a participar numa conversa informal de saber útil à volta do vinho. Em cada sessão haverá a realização de um pequeno filme documentário que possibilitará compilar e disseminar um espólio de saberes por todos os interessados, otimizando assim a valorização dos saberes partilhados. O portal a construir muito para além de um importante repositório será uma plataforma colaborativa aberta a todos os atores e cidadãos que desejem contribuir para a valorização dos saberes à volta do vinho. No final será igualmente editada uma publicação (bilingue português-inglês) que constituirá também um veículo de promoção e valorização cultural de tão importante sector. Sabendo que a proximidade, tal como no passado ao balcão da taberna, ou na adega, é um contexto fundamental, pretende-se envolver inequivocamente os media regionais e locais que tradicionalmente chegam com muita facilidade aos lugares e às pessoas porque tratam da sua terra. 4. resultados! Avivar a memória de saberes ancestrais e enaltecer toda a cultura regional associada ao vinho. Valorizar todo um sector e contribuir para a definição de estratégia comum. Contribuir para a conscientização cidadã da importância cultural do vinho, designadamente através da: - disseminação saberes úteis e boas práticas; - trazer o vinho, a sua cultura/tradição e ciência à conversa; - realização de um pequeno filme em cada sessão – otimizar a disseminação e perpetuar o evento; - edição de uma publicação bilingue, documentada com imagens, que sintetize as sessões realizadas; - elaboração de uma plataforma colaborativa on line aberta a todos os atores e cidadãos que constitua um verdadeiro repositório de informação útil. Évora, 6 de março de 2017 Orçamento: 72.200€ Duração do projecto: 12 meses

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